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SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
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que as práticas agroecológicas são “uma série
de técnicas e tecnologias aplicadas ao desenho
e gestão de sistemas agroalimentares sustentá-
veis, adotando e integrando princípios ecológicos
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res, e podendo ser usado no nível de parcelas,
fazendas ou paisagens. Dentre as múltiplas prá-
ticas agroecológicas, destacam-se rotação de
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tais, os corredores, ao cultivo mínimo, alopatia,
e produção de fertilizantes orgânicos, fungicidas
e inseticidas orgânicos, entre outros”(MADR,
2017)
5
.
É importante entender essas práticas não como
“receitas” ou técnicas que devem ser replicadas
sempre e em todas as situações e agroecossis-
temas, mas como ferramentas que contribuem
para fazer uma gestão agroecológica e que
devem ser contextualizadas. De forma comple-
mentar, a agroecologia potencializa a ecologia
dos sistemas agroalimentares sustentáveis, ou
seja, promove o estudo e a aplicação de enfo-
ques e princípios ecológicos e sociais para o
desenho e gestão de sistemas agroalimentares
sustentáveis (Altieri, 1999; Gliessman, 1998;
Francis, et al., 2003).
A agroecologia propõe um enfoque sistêmico
(holístico), multidimensional e transdisciplina-
ridade (Ruiz-Rosado, 2006).
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nido como um conjunto de elementos integra-
dos e vinculados entre si por relações que lhe
conferem uma determinada organização para
o cumprimento de determinadas funções (Be-
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da teoria geral dos sistemas, destaca-se que a
prioridade não são os componentes isolados,
mas precisamente suas múltiplas relações e as
propriedades emergentes que delas decorrem.
Em relação à multidimensionalidade, destaca-se
que a agroecologia apresenta uma visão que vai
além das condições produtivas agronômicas do
agroecossistema e incorpora as relações entre
a agricultura, o ambiente global e as dimensões
sociais, econômicas, ambientais, políticas, éti-
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e integralidade dos sistemas agroalimentares
(Flores e Sarandón, 2014).
O enfoque transdisciplinaridade também está
presente na agroecologia e está orientada para
a geração de diálogos e cooperação entre di-
versas áreas do conhecimento que podem ser
consideradas complementares em seus obje-
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economia, antropologia, psicologia, agronomia,
XTHNTQTLNF LJTQTLNF LJTLWFܪF GNTQTLNF JSYWJ
outros (Toledo e Barrera-Bassols, 2008).
Em suma, a agroecologia se diferencia fun-
damentalmente de outros enfoques do des-
envolvimento sustentável, pois ѦXJ GFXJNF JR
UWTHJXXTX YJWWNYTWNFNX J VZJ UFWYJR IF GFXJ T
VZJFOZIF F IFWXTQZऋघJXHTSYJ]YZFQN_FIFX FTX
UWTGQJRFXQTHFNXѧ baseada na ѦHWNFऋइTHTSOZSYF
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hecimentos tradicionais e práticas locais dos
produtores”, evitando assim a dependência de
insumos externos e favorecendo a autonomia e
a viabilidade econômica dos agricultores fami-
liares, camponeses e comunitários. Além disso,
a agroecologia tem um caráter transformador,
pois ѦJRQZLFW IJKF_JW FOZXYJXJRUWअYNHFX IJ
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transformar os sistemas alimentares e agrícolas,
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holísticas e de longo prazo” (FAO, 2018, 2, 10).
5
MADR, M. d. 2017. Resolução 464, pág. 5
6
Entendiendo ecología como la ciencia que estudia las relaciones de los seres vivos con su ambiente. Ernst Haeckel (1869)