Proposto Agenda de pesquisa,
desenvolvimento e inovação
para a agroecologia na Colômbia
Semeando Capacidades
Cooperação Brasil- Colômbia- FAO
Proposto Agenda de pesquisa,
desenvolvimento e inovação
para a agroecologia na Colômbia
Semeando Capacidades / Cooperação Brasil- Colômbia- FAO
Aperfeiçoar as políticas públicas por meio da gestão do conhecimento para a Agricultura Camponesa,
Familiar e Comunitária (CFCA) em territórios rurais da Colômbia, com enfoque agroecológico
COOPERAÇÃO INTERNACIONAL
BRASIL-COLÔMBIA-FAO
ANCIA BRASILEIRA DE COOPERAÇÃO DO MINISTÉRIO
DAS RELAÇÕES EXTERIORES (ABC/MRE)
Cecilia Malaguti do Prado
Coordenador de Cooperação Sul-Sul Trilateral com
Organizações Internacionais
Carolina Salles Smid
Analista de projeto
Luis Fernando Bacelar
Assistente de Projetos
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E
ABASTECIMENTO DO BRASIL (MAPA)
Fernando Henrique Kohlmann Schwanke
Secrerio de Agricultura Familiar e Cooperativismo
(SAF)
Nelson Andrade Júnior
Assessor (SAF)
Rafael Martins Dias
Analista Técnico de Políticas Sociais (SAF)
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E DESENVOLVIMENTO
RURAL DA COLÔMBIA (MADR)
Sergio Rarez Payares
Diretor de Capacidades Produtivas e Geração de
Renda (DCPGI)
Ronald Dallos Rincón
Joaquín Salgado Rodríguez
Empreiteira (DCPGI)
Heidy Barbosa Segura
Internacionais
ESCRITÓRIO REGIONAL DA FAO PARA
AMÉRICA LATINA E CARIBE
Luiz Carlos Beduschi
Ronaldo Ferraz
Coordenador regional do projeto América Latina
e Caribe sem Fome / Programa de Cooperação
Internacional Brasil-FAO
FAO BRASIL
Rafael Zavala
Representante
Rossandra Farias de Andrade
Interinstitucional
FAO COLÔMBIA
Alan Bojanic
Representante
Manuela Ángel
Marcos Rodríguez Fazzone
Especialista Sênior na Área de Agricultura Familiar e
Mercados Inclusivos
Camilo Ardila Galvis
Coordenador do Projeto de Semeando Capacidades
Texto elaborado por:
Linda Catherine Rivera mez
Fernando Moreno
Ángela Silva
Glück Comunicaciones SAS
Bogotá D.C , Combia
2021
nem as políticas do MADR Colômbia, MAPA Brasil, ABC / MRE e / ou FAO.
A FAO incentiva o uso, reprodão e disseminão do material contido neste produto de informação. Salvo indicação em contrário,
serviços não comerciais, desde que a FAO seja devidamente reconhecida como a fonte e detentora dos direitos autorais e isso não
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5
Conteúdo
Agradecimentos.
1. Introdução e histórico.
2. Objetivos.
3. Metodologia.
4. Quadro normativo.
5. Aproximação ao conceito de agroecologia.
6. Elementos de caracterização da pesquisa agroecológica na Colômbia.
.IJSYNܪHFऋइTIJFYTWJX
.IJSYNܪHFऋइTIJQNSMFXYJRअYNHFXUFWFTIJXJS[TQ[NRJSYTIFFLJSIFIJUJXVZNXFJRFLWTJHTQTLNF
4KJWYFIJUJXVZNXFJRFLWTJHTQTLNF
5JINITXIJUJXVZNXFJRFLWTJHTQTLNF
7. Proposta de linhas de pesquisa, desenvolvimento e inovação em agroecologia para Colômbia.
'NGQNTLWFܪF
1NXYFIJܪLZWF
1NXYFIJLWअܪHTX
1NXYFIJYFGJQFX
1NXYFIJFSJ]TX
16
8
9
13
13
12
25
25
32
41
48
32
55
59
59
58
58
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
7
A
gradecemos a contribuição das dife-
rentes organizações e entidades que
UFWYNHNUFWFR IFX TܪHNSFX GNSFHNTSFNX
de intercâmbio e nos workshops e encontros
nacionais, bem como na construção do docu-
mento “Agenda de Pesquisa, Desenvolvimento
e Inovação para a Agroecologia na Colômbia
desenvolvido no âmbito do Projeto Sembrando
(FUFHNIFIJX
3F(TQगRGNF(TWUTWFऋइT(TQTRGNFSFIJ.S[JX-
tigação Agropecuária (AGROSAVIA); Ministério
da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADR);
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
2.3(NJSHNFX  2T[NRJSYT FLWTJHTQखLNHT IF
América Latina e Caribe (MAELA); Rede de Ins-
tituições de Ensino Superior com Programas de
Agroecologia na Colômbia (IESAC); Rede nacio-
SFQIJFLWNHZQYZWFKFRNQNFW7*3&+ 8JW[NऋT3F-
HNTSFQIJ&UWJSIN_FLJR8*3&J:SN[JWXNIFIJ
3FHNTSFQIF(TQगRGNF
3T'WFXNQ*RUWJXF'WFXNQJNWFIJ5JXVZNXF&LWT-
pecuária (EMBRAPA); Secretaria de Agricultura
Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agri-
cultura, Pecuária e Abastecimento (SAF/MAPA);
:SN[JWXNIFIJ IJ 'WFXऑQNF :3'  :SN[JWXNIFIJ
+JIJWFQIT&RF_TSFX:+&2 :SN[JWXNIFIJ+J-
IJWFQ7ZWFQIJ5JWSFRGZHT:+75* &WYNHZQFऋइT
SFHNTSFQIJ&LWTJHTQTLNF&3&&XXTHNFऋइT'WF-
sileira de Agroecologia (ABA); Centro de Asses-
soria e Apoio aos Trabalhadores Alternativos e
.SXYNYZNऋघJX 3इT ,T[JWSFRJSYFNX (&&9.3,&
e Serviço de Tecnologia Alternativa (SERTA) e a
&859&&LWNHZQYZWF+FRNQNFWJ&LWTJHTQTLNF
Da mesma forma, agradecemos às partes do
projeto Sembrando Capacidades: a Área de
Cooperação Sul-Sul Trilateral com Organizações
Internacionais da Agência Brasileira de Coo-
peração; a Secretaria de Agricultura Familiar e
Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pe-
cuária e Abastecimento do Brasil; a Diretoria de
Agradecimentos
Capacidades Produtivas e Geração de Renda do
Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Ru-
ral da Colômbia; o projeto América Latina e Ca-
ribe livre de fome do Programa de Cooperação
Internacional Brasil-FAO; e a Área de Agricultura
Familiar e Mercados Inclusivos da FAO Colôm-
GNF
8
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
A
agroecologia é compreendida como uma
ciência, uma série de práticas e um movi-
mento social que evoluiu nos últimos de-
cénios ampliando sua abrangência e passando
de concentrar-se nos campos e explorações a
incluir o conjunto dos sistemas agrícolas e ali-
RJSYFWJX &YZFQRJSYJ HTSXYNYZN ZR ITRऑSNT
interdisciplinar que integra todas as dimensões
(ecológica, sociocultural, tecnológica, econô-
mica e política) dos sistemas alimentares, par-
YNSITIFUWTIZऋइTFYऍTHTSXZRT-15*
tendo de salientar que: embora o conceito de
FLWTJHTQTLNFXZWOFSTXFSTX[JRXJIJXJS-
volvendo desde o início da agricultura vem se
caracterizando desde sempre por uma abor-
dagem holística que permite explicar a co-evo-
lução entre natureza e sociedade, integrando
INKJWJSYJXHFRUTXIJUJXVZNXF-JHMY
São diversos os estudos e pesquisas que se têm
realizado no mundo e particularmente na Amé-
rica Latina e no Caribe em relação à agroeco-
logia e seu posicionamento como ferramenta
JܪHF_ ST KTWYFQJHNRJSYTITXXNXYJRFXFLWTFQN-
mentares, o seu desenvolvimento tecnológico
e inovação agropecuária no âmbito de uma
abordagem de sustentabilidade e de adaptação
ऄXRZIFSऋFXHQNRअYNHFX&QऍRINXXTKTNNIJSYN-
ܪHFITVZJFFLWTJHTQTLNFHTSYWNGZNUFWFFWJF-
lização dos Objetivos de Desenvolvimento Sus-
YJSYअ[JQ4)8YWFऋFITXSF&LJSIF
3JXXJXJSYNIT[FQJIJXYFHFWTWJQFYखWNTAborda-
gens agroecológicas e outras abordagens ino-
vadoras a favor da sustentabilidade da agricul-
tura e dos sistemas alimentares que melhoram
a segurança alimentar e a nutrição do Grupo de
&QYT3ऑ[JQIJ5JWNYTXJR8JLZWFSऋF&QNRJSYFWJ
3ZYWNऋइT ,&3*8&3 FUWJXJSYFIT JR  T
VZFQ HTSYWNGZN IJ RFSJNWF XNLSNܪHFYN[F SF FSअ-
lise a partir de perspectivas dinâmicas, de múlti-
plas escalas, focado nos conceitos de transição
JYWFSXKTWRFऋइT
1. Introdução e histórico
A natureza holística da abordagem agroecoló-
gica dos sistemas alimentares reconhece que
esses são acompanhados de sistemas socioe-
cológicos, partindo da produção de alimentos
FYऍTHTSXZRTHTRTTGOJYN[TܪSFQIJFQHFSऋFW
a segurança alimentar, nutrição e sustentabili-
IFIJ ST XNXYJRF FLWTFQNRJSYFW &X NST[FऋघJX
na agricultura e nos sistemas alimentares são
diferentes das que ocorrem em muitos outros
setores, uma vez que os processos ecológicos
e as interações sociais desempenham um pa-
UJQHJSYWFQ.XXTWJ[JQFTUFUJQ HWZHNFQIFXNSX-
tituições na pesquisa e promoção das práticas
agroecológicas e incide de maneira importante
na forma de organizar a pesquisa, a educação e
FJ]YJSXइT
3TVZJIN_WJXUJNYTऄLJWFऋइTJLJXYइTITHTS-
hecimento, a abordagem agroecológica com-
GNSFINKJWJSYJXINXHNUQNSFX HNJSYऑܪHFXSFGZXHF
de soluções para problemas reais e reconhece
como essenciais nesse processo a valorização
dos saberes e práticas locais, valores culturais,
trabalho colaborativo, aprendizagem conjunta
JSYWJ JVZNUJX IJ UJXVZNXF J UWTܪXXNTSFNX J F
disseminação horizontal do conhecimento entre
agricultores, agricultoras e diferentes atores do
XNXYJRFFQNRJSYFW)JXYFKTWRFFWJQFऋइTJSYWJ
FUJXVZNXFHNJSYऑܪHFKTWRFQJTXHTSMJHNRJSYTX
e experiências locais de grupos de agricultores,
comunidades rurais e urbanas e outros atores
que intervêm em todo o sistema alimentar é re-
HTSܪLZWFIF-15*
O avanço da agroecologia como ciência implica
JSTWRJXIJXFܪTXUFWFFUJXVZNXFFLWऑHTQFVZJ
deve aprofundar-se no estudo de interações
complexas, ultrapassando a abordagem meca-
nicista e reducionista, em busca de uma visão
JHTXXNXYऎRNHF HFUF_ IJ NIJSYNܪHFW J UWTUNHNFW
efeitos integradores para o redesenho de siste-
mas (Gutiérrrez-Cedillo, Aguilera-Gómez e Gon-
_अQJ_*XVZN[JQ  & FGTWIFLJR XNXYऍRNHF
9
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
enquanto quadro epistemológico da pesquisa
em agroecologia, tem como objetivo a com-
preensão dos fenômenos em um lugar e tempo
(dimensão temporal-espacial) e, portanto, esses
fenômenos não são susceptíveis de serem ge-
neralizados, compreendendo essas dimensões
a partir de uma base transdisciplinar em que a
aproximação ao objeto do estudo pode ser feita
FUFWYNWIJRछQYNUQFXRJYTITQTLNFX࣪Q[FWJ_5T-
QFSHT^7ऑTX
3TJSYFSYTJRGTWFFFGTWIFLJRFLWTJHTQखLNHF
seja considerada uma abordagem inovadora, o
investimento na pesquisa foi inferior ao de ou-
tras abordagens igualmente consideradas ino-
vadoras, o que resultou em lacunas de conhe-
cimento em diversas áreas como os resultados
das práticas agroecológicas em comparação
com outras alternativas; a vinculação da agro-
ecologia à política pública; o impacto econô-
mico e social da abordagem agroecológica; o
efeito no aumento da resiliência às mudanças
climáticas e a gestão do apoio às transições
para sistemas alimentares com uma aborda-
LJRFLWTJHTQखLNHF&QऍRITJ]UTXYTTIJXYNST
dos investimentos mundiais em Pesquisa e
Desenvolvimento (P&D) no sistema agroalimen-
tar, passa a ser majoritariamente nos países do
,JKTHFITJRUTZHFXXFKWFXTVZJYTWSFJ[N-
dente a necessidade urgente de atenção além
IFX UWNSHNUFNX HZQYZWFX GअXNHFX -15* 
Assim, é decisivo o apoio à pesquisa e a recon-
ܪLZWFऋइTIFLJWFऋइTJYWTHFIJHTSMJHNRJSYTX
para promover a aprendizagem conjunta (HLPE,

3THTSYJ]YTHTQTRGNFSTJ]NXYJRZRFXऍWNJIJ
políticas e instrumentos que constituem a base
preliminar para o desenvolvimento da abor-
dagem agroecológica na pesquisa e inovação,
com o objetivo de conseguir as mudanças es-
truturais nas instituições, planos, programas e,
sobretudo, na transição para sistemas agroali-
RJSYFWJXXZXYJSYअ[JNX
Como marco orientador da política de ciência,
tecnologia e inovação para o setor agropecuário,
o país conta com o Plano Estratégico de Ciência,
Tecnologia e Inovação Agropecuária (PECTIA),
KJWWFRJSYFIJ UQFSJOFRJSYTVZJ IJܪSJTXTG-
jetivos estratégicos, estratégias e linhas de ação
em matéria de ciência, tecnologia e inovação
setorial para aumentar a competitividade, a sus-
tentabilidade e a melhoria das condições de vida
IFUTUZQFऋइT UTXXZNYFRGऍRF&LJSIF3FHNT-
nal Dinâmica de Pesquisa, Desenvolvimento
Tecnológico e Inovação Agropecuária (Agenda
de P + D + i) que faz parte integral da PECTIA
J HTWWJXUTSIJ FT NSXYWZRJSYT IJ UQFSNܪHFऋइT
e gestão para a focalização de recursos e de
ações de I+D+i destinadas ao fortalecimento,
INSFRN_FऋइTJTYNRN_FऋइTIT8NXYJRF3FHNTSFQ
IJ .ST[FऋइT &LWTUJHZअWNF 83.& JR YTWST IF
melhoria da produtividade e competitividade se-
YTWNFQ(TSLWJXXTIF(TQगRGNF
Esses, por sua vez, se constituem como instru-
mentos de política de desenvolvimento e gestão
da inovação, que ganha maior valor e validade
FUFWYNW IFHWNFऋइT IF1JN IJ HTRT
ferramenta de articulação entre a pesquisa e o
desenvolvimento tecnológico setorial com o ser-
viço de extensão agropecuária para assegurar
uma oferta tecnológica orientada à inovação e
relevante para as necessidades de pessoas pro-
dutoras e demais atores envolvidos nas cadeias
de valor agrícolas, bem como com as ações de
KTWRFऋइTJVZFQNܪHFऋइTIT8NXYJRF3FHNTSFQIJ
Educação, de forma a contribuir para a geração
de capacidades e competências em inovação
de todos os atores do setor agropecuário (Con-
LWJXXTIF(TQगRGNF
Enquanto espaço de gestão da pesquisa agro-
UJHZअWNFFXJW[NऋT IFJ]YJSXइTT8NXYJRF3F-
HNTSFQ IJ .ST[FऋइT &LWTUJHZअWNF 83.& HWNF T
8ZGXNXYJRF3FHNTSFQIJ5JXVZNXF&LWTUJHZअWNF
J)JXJS[TQ[NRJSYT9JHSTQखLNHTIJܪSNITHTRT
o conjunto de políticas, instrumentos e atores,
bem como as relações que esses promovem,
com o objetivo de orientar, planejar, implementar
10
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
e avaliar as ações de pesquisa, desenvolvimento
tecnológico, transferência de tecnologia e ino-
vação que são realizadas no campo agrícola
(TSLWJXXTIF(TQगRGNF
3JXYJ HTSYJ]YT T 83.& YJR HTRT UWNSHऑUNT T
desenvolvimento sustentável e a gestão dos
recursos naturais como aspectos fundamentais
para a abordagem da extensão agropecuária, de
modo que os produtores e as produtoras façam
ZXTJܪHNJSYJITXWJHZWXTXTXTQTFअLZFFGNT-
IN[JWXNIFIJJYHJNSYJLWJRUWअYNHFXTWNJSYFIFX
à mitigação e adaptação às mudanças climáti-
HFX(TSLWJXXTIF(TQगRGNF
Mais uma política pública que sustenta a ne-
cessidade imperativa do desenvolvimento da
pesquisa agropecuária a partir de uma aborda-
LJRFLWTJHTQखLNHFऍF1JNIJѦUJQF
qual se estabelecem diretrizes para a gestão da
mudança climática “que prevê a promoção de
linhas de pesquisa sobre essa temática e contri-
buições por parte dos centros de pesquisa, entre
outros intervenientes, em relação à redução do
desmatamento e à contribuição para a gestão
XZXYJSYअ[JQIFXܫTWJXYFX2&)8
3JXXF TWIJR IJ NIJNFX J ST HTSYJ]YT IT 5WT-
jeto Semeando Capacidades, desenvolvido no
âmbito da cooperação Sul-Sul trilateral entre
os Ministérios da Agricultura da Colômbia, Bra-
sil e FAO, se propõe a criação de uma Agenda
de pesquisa, desenvolvimento e inovação com
enfoque agroecológico que permita superar os
IJXFܪTXRJSHNTSFITXJLJWNWHTSMJHNRJSYTIF
RइTITXXFGJWJXJUWअYNHFXQTHFNX
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
1111
Fornecer insumos para a atualização do
PECTIA partindo da perspectiva da pesquisa,
desenvolvimento tecnológico e inovação em
FLWTJHTQTLNFSF(TQगRGNF
2. Objetivos
Servir de referência para os governos na-
cionais e locais na formulação de planos e
programas para o desenvolvimento e a ino-
[FऋइTWZWFQHTRJSKTVZJFLWTJHTQखLNHT
12
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
12
A
agenda de pesquisas em agroecologia é
proposta como insumo para o processo
de atualização da PECTIA, particular-
RJSYJSTXZGHFUऑYZQTWJQFHNTSFITऄFLWN-
HZQYZWF KFRNQNFW VZJ UTW XZF [J_ IJܪSJ VZFYWT
áreas estratégicas, das quais a terceira é voltada
para pesquisa e desenvolvimento tecnológico
JRST[FXUWअYNHFXIJFLWNHZQYZWFXZXYJSYअ[JQ
3. Metodologia
Para a construção da Agenda I+D+i foram im-
plementadas as fases metodológicas represen-
YFIFXSF+NLZWFFXVZFNXSइTXJIJXJS[TQ[JR
em estrita ordem sequencial e são ampliadas
JRFSJ]TFTUWJXJSYJITHZRJSYT&SJ]T
Figura 1
Fases metodológicas na construção da Agenda de P + D + i para a agroecologia
Fonte: elaboração própria com base no Anexo 1
Fase 1:
análise
documental
Fase 3:
desenvolvimento
IJTܪHNSFXUFWF
a construção da
Agenda
Fase 5:
socialização de
documentos
Fase 4:
elaboração de um
documento de agenda
para a pesquisa em AE
Fase 2:
caracterização
da pesquisa em
agroecologia
13
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
A
Agenda I+D+i em agroecologia se enqua-
dra na normatividade vigente do setor
agropecuário tanto no âmbito nacional
Tabela 1.
Matriz de síntese do quadro regulamentar
4. Quadro normativo
como no internacional, para isso se mencionam
SF9FGJQFTXUWNSHNUFNXNSXYWZRJSYTXSTWRFYN-
[TXJIJUTQऑYNHF&SJ]T
Instrumento normativo e/ou
de política
Disposições relacionadas à pesquisa
em agroecologia
Atores envolvidos na implementação
ou conformidade
País
Colômbia
1JN  IJ  Ѧ5TW RJNT IF
VZFQऍ HWNFIT T 8NXYJRF 3FHNTSFQ
IJ .ST[FऋइT 83.& J TZYWFX INX-
UTXNऋघJXXइTJRNYNIFXѧ
Plano Estratégico de Ciência, Tec-
nologia e Inovação Agropecuária
SF (TQगRGNF 5*(9.& 

&WY4GOJYN[TXIT83.&
J
2JLFYJSIऎSHNFXUअL

5TWTZYWTQFITF5*(9.&
propõe o desenvolvimento de
uma agenda de I+D+i para a
agricultura familiar focada nos
XJLZNSYJXVZFYWTYJRFX
Pesquisas para entender melhor
a coexistência de diferentes for-
RFXIJFLWNHZQYZWF5JXVZNXFX
para mudar as visões sobre a
medição e avaliação do desem-
UJSMTIFFLWNHZQYZWFKFRNQNFW
5JXVZNXFJIJXJS[TQ[NRJSYT
tecnológico sobre novas práti-
cas de agricultura sustentável
J&UTNFWFFLWNHZQYZWFKFRN-
liar para sua participação na
UJXVZNXFJJRXZFLT[JWSFSऋF
Além disso, a partir da análise
abrangente das áreas temáticas
e demandas, este instrumento
propõe a implementação de uma
Agenda I+D+i a partir de estraté-
gias e linhas de ação que visam
em maior ou menor medida do
desenvolvimento da pesquisa
FLWTJHTQखLNHF
MADR, AGROSAVIA, Ministério de
Educação, governanças, entre ou-
YWTX
AGROSAVIA, MADR, Secretarias
IJ&LWNHZQYZWF
14
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
7JXTQZऋइT  IJ  UJQFX
quais são adotadas as diretrizes
estratégicas das políticas públicas
para a Agricultura Camponesa, Fa-
miliar e Comunitária e outras dis-
UTXNऋघJXXइTINYFIFX
Diretrizes para o ordenamento
produtivo da agricultura familiar de
base agroecológica na Colômbia
:57&
5QFST 3FHNTSFQ IJ )JXJS[TQ[N-
RJSYT(TQगRGNF5FHYT
UJQFXZXYJSYFGNQNIFIJ
(435*8IJ5TQऑYNHFIJ
crescimento verde para a Colôm-
GNF
1JNIJUJQFVZFQXJJX-
tabelece diretrizes para a gestão
IFXRZIFSऋFXHQNRअYNHFX
MADR, AGROSAVIA, Minis-
tério de Educação, ADR,
IJSYWJTZYWTX
2&)7:57&
2.3(.*3(.&8
2&)72&)8)35
2&)72.3(.*3(.&8
3JXYJ NSXYWZRJSYT STWRFYN[T
encontram-se diretrizes que im-
plicam um incremento e desen-
volvimento de pesquisas em agro-
JHTQTLNF YFNX HTRT  5WTRTऋइT
de práticas agroecológicas em
áreas de especial significado am-
GNJSYFQ5WTRTऋइTIJUWअYNHFXJ
HTSMJHNRJSYTX FLWTJHTQखLNHFX 
Sistemas participativos de garan-
YNF8JRJSYJXITFLWNHZQYTWF
Promoção da gestão sustentável
ITXWJHZWXTXSFYZWFNXWJST[अ[JNX
Diretrizes para o desenvolvimento
da pesquisa em agroecologia: im-
pulsionar uma política integral de
Educação, Formação, Extensão e
Pesquisa (EFEI) que contemple e
reconheça os saberes ancestrais,
os saberes aprendidos e as carac-
terísticas sociais, econômicas e
UWTIZYN[FX
Pacto pela ciência, tecnologia e
inovação: um sistema para cons-
truir o conhecimento da Colômbia
do futuro: tecnologia e pesquisa
para o desenvolvimento produtivo
JXTHNFQ
Princípios da política de cresci-
mento verde: impulsionar a pes-
quisa e a inovação para promover o
desenvolvimento e o uso de tecno-
logias verdes competitivas no mer-
HFITUअL1NSMFIJFऋइT
UअL1NSMFIJFऋइTUअL
1NSMFIJFऋइTUअL1NSMFIJ
FऋइTUअL
&WYNLT  5WTRTऋइT IJ QNSMFX IJ
pesquisa sobre mudanças climá-
YNHFX & (41(.*3(.&8 FYWF[ऍX IT
8NXYJRF 3FHNTSFQ IJ HTRUJYNYN-
vidade, ciência, tecnologia e ino-
vação incorporarão as questões
das mudanças climáticas nas suas
estratégias de pesquisa através
dos seus programas nacionais,
bem como nas suas estratégias de
gestão do conhecimento, inovação
JNSYJWSFHNTSFQN_FऋइT
15
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Abordagem e características da
agroecologia.
4YJWRTѦFLWTJHTQTLNFѧHTRJऋFFXJNIJSYNܪHFW
JR UZGQNHFऋघJX IT ܪSFQ IF IऍHFIF IJ  J
FYऍFIऍHFIFIJTXF[FSऋTXHNJSYऑܪHTXSF
agroecologia surgem principalmente de discipli-
nas como a agronomia, a ecologia e a botânica
<J_JQJYFQ&UFWYNWIFIऍHFIFIJF
agroecologia começa um processo de fortaleci-
RJSYTJJ]UFSXइT,QNJXXRFS <J_JQJY
FQ   &HJ[JIT J /NRऍSJ_  HFWFHYJWN-
zado pelos seguintes fatores:
Aproximação à agroecologia não só a partir
da ciência, mas dos movimentos sociais que
advogam por uma maior sustentabilidade
IFFLWNHZQYZWFJ UFWYNSITIF NIJSYNܪHFऋइTJ
promoção de uma série de práticas ecológi-
cas e sociais que buscavam uma agricultura
RFNXXZXYJSYअ[JQ
Consolidação da agroecologia como um
marco conceitual com ferramentas holísti-
cas para análise, manejo e transformação
ITXFLWTJHTXXNXYJRFX
Incursão das ciências sociais nas aproxi-
mações à agroecologia, robustecendo seu
caráter holístico e ressaltando componen-
tes econômicos, ambientais, socioculturais
JUTQऑYNHTX
Ampliação da abordagem de agroecossis-
temas para um dos sistemas agroalimen-
tares
1
, incluindo assim outras escalas espa-
HNFNXJYJRUTWFNX
3F&RऍWNHF1FYNSFJRUFWYNHZQFWFFLWTJHTQTLNF
XZWLJSTXFSTXHTRTWJXUTXYFऄXIN[JWXFX
crises que se começavam a evidenciar na região
(econômica, social, política e ecológica-ambien-
tal) e seu desenvolvimento conceitual tem sido
abordado desde diferentes áreas do conheci-
mento (ciências naturais, ciências sociais, ciên-
5. Aproximação ao conceito de Agroecologia
cias econômicas, entre outras), bem como dife-
rentes enfoques (sistêmico, holístico, integral,
multidimensional), Isso tem levado a compreen-
der a agroecologia como uma ciência, como
uma prática e como um movimento social, in-
tegrando aspectos produtivos, ambientais, so-
cioculturais, políticos, tecnológicos, simbólicos
JJUNXYJRTQखLNHTX&QYNJWNJ7TXXJY 1JखS

Esse múltiplo olhar da agroecologia é adotado
UJQT ,T[JWST IF (TQगRGNF VZFSIT IJܪSJ VZJ
a agroecologia “como ciência, estuda as inte-
rações ecológicas dos diferentes componentes
do agroecossistema; como conjunto de práticas,
procura sistemas agroalimentares sustentáveis
que otimizem e estabilizem a produção e que se
baseiem tanto nos conhecimentos locais e tra-
dicionais como nos da ciência moderna, e como
movimento social, impulsiona a multifuncionali-
dade e sustentabilidade da agricultura, promove
a justiça social, nutre a identidade e a cultura e
reforça a viabilidade econômica nas zonas ru-
WFNXѧ2&)7
2
:RXNXYJRF FLWTFQNRJSYFWUTIJXJWIJܪSNIT
como “a soma dos diversos elementos, ativi-
dades e atores que, por meio de suas inter-re-
lações, possibilitam a produção, transformação,
distribuição e consumo de alimentos” (FAO,

7JXTQZऋइTIJU
3TVZJIN_WJXUJNYTऄXUWअYNHFXFLWTJHTQखLNHFX
JRGTWFSइTJ]NXYFZRFQNXYFIJܪSNYN[FJKJHMFIF
existe um conjunto dessas práticas que foram
NIJSYNܪHFIFX UTW [अWNTX FYTWJX J FGTWIFLJSX
que, no geral, são caracterizadas por:
Baseiam-se em processos ecológicos e com
recursos locais, em oposição aos insumos
adquiridos;
1
:RXNXYJRFFLWTFQNRJSYFWUTIJXJWIJܪSNITHTRTѦFXTRFITXIN[JWXTXJQJRJSYTXFYN[NIFIJXJFYTWJXVZJUTWRJNTIJXZFXNSYJWWJQFऋघJXUTXXNGNQNYFRF
UWTIZऋइTYWFSXKTWRFऋइTINXYWNGZNऋइTJHTSXZRTIJFQNRJSYTXѧ+&4
2
7JXTQZऋइTIJU
16
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
São justos e respeitosos com o meio am-
biente e são localmente adaptadas e contro-
ladas;
Adotam uma abordagem sistémica que
abrange a gestão das interações entre com-
ponentes, em vez de se centrarem apenas
JRYJHSTQTLNFXJXUJHऑܪHFXѧ-15*
3F(TQगRGNF F7JXTQZऋइT IJ NSINHF
que as práticas agroecológicas são “uma sé-
rie de técnicas e tecnologias aplicadas ao de-
senho e gestão de sistemas agroalimentares
sustentáveis, adotando e integrando princípios
JHTQखLNHTXF ܪRIJFZRJSYFW FUWTIZYN[NIFIJ
GNTIN[JWXNIFIJJJܪHNऎSHNFJSJWLऍYNHFWJIZ_NSIT
geração de resíduos e dependência de insumos
J]YJWSTX *XXFX UWअYNHFX GFXJNFRXJ ST INअ-
logo de saberes, mas sobretudo na experiência,
observação e conhecimento dos agricultores,
podendo ser utilizadas ao nível das parcelas,
KF_JSIFXTZUFNXFLJSX*SYWJFXRछQYNUQFXUWअ-
ticas agroecológicas destacam-se a rotação de
culturas, as policulturas, as culturas de cober-
tura, os adubos verdes, as misturas de culturas
e de gado, as barreiras vivas, os arranjos agro-
ܫTWJXYFNXTXHTWWJITWJXFQF[TZWFRऑSNRFFQT-
patia e a elaboração de adubos, fungicidas e in-
XJYNHNIFXTWLआSNHTXJSYWJTZYWTXѧ2&)7
É importante entender essas práticas não como
“receitas” ou técnicas que devem se replicar
sempre e em todas as situações e agroecos-
sistemas, mas como ferramentas que con-
tribuem para fazer um manejo agroecológico
VZJ IJ[J XJW HTSYJ]YZFQN_FIT )JXYF KTWRF F
apropriação dessas práticas deve fazer parte da
compreensão dos agroecossistemas como sis-
temas complexos nos quais o todo é mais que a
soma das partes e onde se faz necessário ana-
lisar as propriedades emergentes que surgem
JRHFIFHFXTHTSHWJYT
De forma complementar, a agroecologia poten-
cia a ecologia dos sistemas agroalimentares
sustentáveis, ou seja, como o estudo e aplicação
de abordagens e princípios ecológicos e sociais
para a concepção e gestão de sistemas agroali-
RJSYFWJXXZXYJSYअ[JNX&QYNJWN ,QNJXXRFS
 +WFSHNXJYFQ
A agroecologia apresenta uma abordagem sis-
têmica (holística), multidimensional e transdis-
HNUQNSFW7Zऑ_7TXFIT
*RWJQFऋइTऄ FGTWIFLJRXNXYऎRNHF ऍ IJܪSNIF
como um conjunto de elementos integrados e
interligados por relações que lhe conferem uma
certa organização para cumprir determinadas
KZSऋघJX 'JYFWQFSܫ^  3JXXJ XJSYNIT F
abordagem sistêmica em agroecologia prioriza
as múltiplas relações entre os diferentes com-
UTSJSYJX7JXTQZऋइTIJU
Entendendo ecologia como o estudo das re-
lações entre os seres vivos e entre estes e seu
ambiente (sociais, ambientais, econômicos,
culturais) dos agroecossistemas e sistemas
agroalimentares e as propriedades emergentes
IJQJXIJHTWWJSYJX
Quanto à multidimensionalidade, salienta-se
que a agroecologia apresenta uma visão que vai
além das condições produtivas Agronômicas do
agroecossistema e incorpora as relações entre
a agricultura, o ambiente global e as dimensões
sociais, econômicas, ambientais, políticas, éti-
HFXJHZQYZWFNXTVZJWJFܪWRFFHTRUQJ]NIFIJ
e integralidade dos sistemas agroalimentares
+QTWJXJ8FWFSIखS
A abordagem também está presente na agro-
ecologia e está orientada à geração de diálogos
e cooperação entre áreas do conhecimento di-
versas que podem ser consideradas comple-
mentares em seus objetos de estudo, entre as
VZFNXXJNIJSYNܪHFRFJHTSTRNFFFSYWTUTQTLNF
a psicologia, a agronomia, a sociologia, a geolo-
LNFFLJTLWFܪFFGNTQTLNFJSYWJTZYWFX9TQJIT
J'FWWJWF'FXXTQX
3.
7JXTQZHNखSIJ
4.
*SYJSINJSITJHTQTLऑFHTRTJQJXYZINTIJQFXWJQFHNTSJXJSYWJQTXXJWJX[N[TX^JSYWJJXYTX^XZFRGNJSYJ
17
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
3F QNYJWFYZWF XJ JSHTSYWFR FQLZRFX [JWYJSYJX
VZJ JSKFYN_FR FQLZSX FXUJHYTX )J ZRF UJWX-
pectiva biofísica, destaca-se o meio ecológico
do solo como base, princípio e fundamento
ITX XNXYJRFX UWTIZYN[TX 5WNRF[JXN  J
as múltiplas relações biológicas que se des-
envolvem como base para o equilíbrio e saúde
física, química e biológica dos solos, culturas e
XJWJXMZRFSTX(MFGTZXXTZ5TWTZYWT
lado, de uma perspectiva mais social, Acevedo
J 2FWYऑSJ_  FUWJXJSYFR F FLWTJHTQTLNF
como contribuição na reconstrução da sobe-
rania alimentar e da identidade camponesa; Ar-
RऎSNTHTSXNIJWFVZJFGFXJITUWTHJXXT
identitário da agroecologia se realiza a partir da
reconstrução sócio-ecológica da agricultura
familiar camponesa; e Collado, Gallar e Candón
 WJHTSMJHJR VZJ F FLWTJHTQTLNF HTS-
tribui na construção de autonomia como ação
coletiva das culturas camponesas (Citado em
7N[JWF
Finalmente, a agroecologia se diferencia no fun-
damental de outras abordagens do desenvol-
vimento sustentável, já que “se baseia em pro-
cessos territoriais e que partem da base, o que
ajuda a dar soluções contextualizadas a proble-
mas locais” baseando-se na “criação conjunta
de conhecimentos, combinando a ciência com
os conhecimentos tradicionais e práticas locais
ITX UWTIZYTWJXѧ &QऍR INXXT F FLWTJHTQTLNF
tem um caráter transformativo, pois “ em vez
de fazer ajustes em práticas de sistemas agrí-
HTQFX NSXZXYJSYअ[JNX @B UWTHZWF YWFSXKTWRFW
os sistemas alimentares e agrícolas abordando
as causas profundas dos problemas de forma
integrada e oferecendo soluções holísticas e a
QTSLTUWF_Tѧ+&4
+NLZWF&UWJXJSYFZRWJXZRTIFJ[TQZऋइTSF
HTSHJUऋइTIFFLWTJHTQTLNF
18
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Figura 2
Evolução no desenvolvimento conceitual da agroecologia.
Foente: HLPE, 2019, 39
1930 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010
1930 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010
Políticas para la
agroecología
Políticas e
legislação
Conhecimentos
indígenas e explorações
agrícolas familiar
A agrobiodiversidade e
os direitos à
alimentação
Sistemas alimentares,
desenvolvimento rural e
territorial, soberania
alimentar
A agroecologia como movimento social
Escala: campo/parcela
agroecossistema
Âmbito: ecologia,
agronomia.
Natureza analítica
Escala: campo/parcela
agroecossistema
Âmbito: biologia, zoologia,
ecologia, fisiologia dos cultivos
De descritivo a analítico.
Marco conceitual para
desenhar e gerenciar
agroecossistemas; de
analíticos a prescritivos
Novos aumentos nas
disciplinas, âmbitos e
escala: agroecologia como
a ecologia dos sistemas
alimentares
A agroecologia como disciplina científica
Conhecimentos agrícolas
indígenas para gestão
dos recursos naturais
São introduzidas ou desenvolvidas
mais práticas agroecológicas
(agricultura de conservação, cultivos
intercalados, controle biológico, etc.)
Práticas agroecológicas
como paradigma
alternativo à agricultura
convencional
A agroecologia como um conjunto de práticas
Elementos
Escala/dimensão
Sistema alimentar
Exploração
agrícola,
agroecossistema
Parcela, campo
Disciplinas
Política
Econômica
Social e cultural
Agrícola, ambiental
A
B
C
19
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Transições para a agroecologia
Os sistemas agroalimentares encontram-se em
uma encruzilhada e é necessário tomar medi-
IFXUFWFFXZFYWFSXKTWRFऋइT-15* +&4
 4X RTIJQTX UWJITRNSFSYJX contribuem
para a degradação do meio ambiente, a perda de
serviços ecossistêmicos vitais, a precariedade
econômica, especialmente para o sector das
pequenas explorações agrárias, ou as desigual-
dades socioeconômicas, e geram, além disso,
impactos negativos para a saúde e situações
de insegurança alimentar que afetam uma parte
importante da população .5*8+TTI 
Além disso, pressões a nível global como a rá-
pida urbanização, mudanças de dieta, evoluções
no varejo (mercado retalhista) e mudanças nas
cadeias de abastecimento agropecuário, entre
TZYWFXJXYइTLJWFSITST[TXIJXFܪTXJRYJWRTX
de nutrição, pegada ecológica das cadeias de va-
lor agroalimentares e participação da agricultura
KFRNQNFW+&4
9FSYTT,WZUTIJ*XUJHNFQNXYFXIJ&QYT3ऑ[JQJR
8JLZWFSऋF &QNRJSYFW J 3ZYWNऋइT -15*  
-15*  VZFSYT F +&4  IJXYFHFR F
necessidade de transformar os sistemas agroa-
QNRJSYFWJXJNIJSYNܪHFWFRFFLWTJHTQTLNFHTRT
uma abordagem que favorece a transição para
sistemas agroalimentares mais sustentáveis,
JܪHNJSYJX NSHQZXN[TX J WJXNQNJSYJX +&4 F
G -15*
É importante precisar que uma transição é uma
mudança em um sistema que ocorre em um
UJWऑTIT IJ YJRUT J JR ZR QTHFQ JXUJHऑܪHT J
que pode compreender mudanças econômicas,
socioculturais, políticas, ambientais e tecnológi-
cas em práticas, instituições, normas e valores
2FWXIJS   5NYY J /TSJX  HNYFIT JR
-15*  & YWFSXKTWRFऋइT ITX XNXYJRFX
agroalimentares requer mudanças fundamentais
no que se produz e no modo como se produz,
elabora, transporta e consome, ou seja, demanda
diversas transições ao longo das cadeias de va-
QTWITXFQNRJSYTX-15**RUFWYNHZQFWT
trânsito para a agroecologia implica múltiplas
transições: uma transição técnico-produtiva a
nível dos subsistemas da exploração; uma tran-
sição sócio-ecológica a nível da família rural, sua
comunidade e sua paisagem; e uma transição
político-institucional a nível dos territórios, re-
LNघJXJUFऑXJX9NYYTSJQQ
Entendendo o carácter urgente para que os siste-
mas agroalimentares façam transições para sis-
YJRFXOZXYTXJXZXYJSYअ[JNXF+&4FFUWJ-
senta 10 elementos da agroecologia como guia
para essas transições, os quais são descritos no
6ZFIWTJFXXZFXNSYJWWJQFऋघJXXइTNQZXYWFITX
SF+NLZWF
20
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Tabela 2
10 elementos da agroecologia propostos pela FAO.
Os 10 elementos da agroecologia
5
+&41TXJQJRJSYTXIJQFFLWTJHTQTLऑF,ZऑFUFWFQFYWFSXNHNखSMFHNFXNXYJRFXFQNRJSYFWNTX^FLWऑHTQFXXTXYJSNGQJXINXUTSNGQJJSMYYU\\\KFTTWL
NJX.*8UIK
5
Diversidade
Mediante a gestão de diversidade, os enfoques agroecológicas
contribuem para uma série de benefícios produtivos, socioeconômi-
cos, nutricionais e ambientais, entre os quais se destacam os seguin-
tes: potencializam a prestação de serviços ecossistêmicos (polini-
]D©¥RVD¼GHGRVRORDXPHQWDPDSURGXWLYLGDGHHHͤFL¬QFLDQRXVR
GHUHFXUVRVHͤQDOPHQWHSURPRYHPDGLYHUVLͤFD©¥RGDVIRQWHVGH
receita, otimizando a colheita de biomassa, promovendo a captação
de água e utilizando diferentes sistemas de produção.
Criação
conjunta e
intercâmbio de
conhecimentos
Os conhecimentos desempenham um papel central no processo de
desenvolvimento e implementação de inovações agroecológicas para
HQIUHQWDU RV GHVDͤRV GRV VLVWHPDV DOLPHQWDUHV 3RU PHLR GH XP
processo de criação conjunta, a agroecologia combina os conheci-
mentos tradicionais, indígenas, práticos e locais dos produtores e das
SURGXWRUDVFRPRVFRQKHFLPHQWRVFLHQW¯ͤFRVJOREDLV
Sinergias
$DJURHFRORJLDG£DWHQ©¥RHVSHFLDODRGHVHQKRGHVLVWHPDVGLYHUVLͤ-
cados que combinam estrategicamente diferentes tipos de cultivos,
animais, solos, água e outros componentes, de tal forma que aumen-
tem as sinergias e favoreça tanto a produção como múltiplos
serviços ecossistêmicos
Eficiência
0D[LPL]DUDHͤF£FLDQRXVRGRVUHFXUVRV«XPDSURSULHGDGHHPHU-
gente dos sistemas agroecológicos. Mediante a otimização do uso de
recursos naturais como solo, ar, energia solar e água, a agroecologia
usa menos recursos externos, reduzindo custos e impactos ambien-
tais negativos.
Resiliência
Ao imitar os ecossistemas naturais, as práticas agroecológicas
apoiam os processos biológicos que impulsionam a reciclagem de
nutrientes, biomassas e água dentro dos sistemas produtivos, que
DXPHQWDPDHͤFL¬QFLDQRXVRGHUHFXUVRVHUHGX]LQGRRGHVSHUG¯FLR
e a poluição.
Resiliência
Ao melhorar a resiliência ecológica, social e econômica, os sistemas
agroecológicos têm uma maior capacidade de recuperação ante os
desastres naturais, como secas, inundações ou furacões, e de
UHVLVW¬QFLDFRQWUDSUDJDV HGRHQ©DV'DPHVPDIRUPD DGLYHUVLͤ-
cação e a redução da dependência de insumos externos reduzem a
vulnerabilidade dos produtores aos riscos econômicos.
Valores
humanos e
sociais
A agroecologia dá grande ênfase aos valores humanos e sociais,
como dignidade, equidade, inclusão e justiça, que contribuem para
meios de vida sustentáveis. Tudo isso coloca as aspirações e neces-
sidades das pessoas que produzem, distribuem e consomem os
alimentos no centro dos sistemas alimentares. A agroecologia
aborda as desigualdades criando oportunidades para mulheres e
jovens.
Cultura e
tradições
alimentares
$RDSRLDUGLHWDVVDXG£YHLVGLYHUVLͤFDGDVHDGHTXDGDVFXOWXUDOPHQ-
te, a agroecologia valoriza o patrimônio alimentar local e a cultura,
contribuindo assim para a segurança alimentar e a nutrição, ao
mesmo tempo em que mantém a saúde dos ecossistemas.
Governança
responsável
É necessário mecanismos de governança transparentes, responsá-
veis e inclusivos em distintas escalas para criar um ambiente propí-
cio que ajude os envolvidos na produção a transformar seus
sistemas. O acesso equitativo à terra e aos recursos naturais não é
apenas fundamental para a justiça social, mas também essencial
para incentivar investimentos de longo prazo em sustentabilidade.
Economia
circular e
solidária
A agroecologia busca restabelecer produtores, produtoras, consumi-
dores e consumidoras por meio de uma economia circular e solidária
que prioriza os mercados locais e apoia o desenvolvimento territorial.
Os mercados inovadores que apoiam a produção agroecológica
ajudam a responder a uma crescente demanda por dietas mais
saudáveis por parte dos consumidores e consumidoras.
2
3
4
5
6
7
8
9
10
1
21
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Fonte: FAO 2018
Diversidade
Mediante a gestão de diversidade, os enfoques agroecológicas
contribuem para uma série de benefícios produtivos, socioeconômi-
cos, nutricionais e ambientais, entre os quais se destacam os seguin-
tes: potencializam a prestação de serviços ecossistêmicos (polini-
]D©¥RVD¼GHGRVRORDXPHQWDPDSURGXWLYLGDGHHHͤFL¬QFLDQRXVR
GHUHFXUVRVHͤQDOPHQWHSURPRYHPDGLYHUVLͤFD©¥RGDVIRQWHVGH
receita, otimizando a colheita de biomassa, promovendo a captação
de água e utilizando diferentes sistemas de produção.
Criação
conjunta e
intercâmbio de
conhecimentos
Os conhecimentos desempenham um papel central no processo de
desenvolvimento e implementação de inovações agroecológicas para
HQIUHQWDU RV GHVDͤRV GRV VLVWHPDV DOLPHQWDUHV 3RU PHLR GH XP
processo de criação conjunta, a agroecologia combina os conheci-
mentos tradicionais, indígenas, práticos e locais dos produtores e das
SURGXWRUDVFRPRVFRQKHFLPHQWRVFLHQW¯ͤFRVJOREDLV
Sinergias
$DJURHFRORJLDG£DWHQ©¥RHVSHFLDODRGHVHQKRGHVLVWHPDVGLYHUVLͤ-
cados que combinam estrategicamente diferentes tipos de cultivos,
animais, solos, água e outros componentes, de tal forma que aumen-
tem as sinergias e favoreça tanto a produção como múltiplos
serviços ecossistêmicos
Eficiência
0D[LPL]DUDHͤF£FLDQRXVRGRVUHFXUVRV«XPDSURSULHGDGHHPHU-
gente dos sistemas agroecológicos. Mediante a otimização do uso de
recursos naturais como solo, ar, energia solar e água, a agroecologia
usa menos recursos externos, reduzindo custos e impactos ambien-
tais negativos.
Resiliência
Ao imitar os ecossistemas naturais, as práticas agroecológicas
apoiam os processos biológicos que impulsionam a reciclagem de
nutrientes, biomassas e água dentro dos sistemas produtivos, que
DXPHQWDPDHͤFL¬QFLDQRXVRGHUHFXUVRVHUHGX]LQGRRGHVSHUG¯FLR
e a poluição.
Resiliência
Ao melhorar a resiliência ecológica, social e econômica, os sistemas
agroecológicos têm uma maior capacidade de recuperação ante os
desastres naturais, como secas, inundações ou furacões, e de
UHVLVW¬QFLDFRQWUDSUDJDV HGRHQ©DV'DPHVPDIRUPD DGLYHUVLͤ-
cação e a redução da dependência de insumos externos reduzem a
vulnerabilidade dos produtores aos riscos econômicos.
Valores
humanos e
sociais
A agroecologia dá grande ênfase aos valores humanos e sociais,
como dignidade, equidade, inclusão e justiça, que contribuem para
meios de vida sustentáveis. Tudo isso coloca as aspirações e neces-
sidades das pessoas que produzem, distribuem e consomem os
alimentos no centro dos sistemas alimentares. A agroecologia
aborda as desigualdades criando oportunidades para mulheres e
jovens.
Cultura e
tradições
alimentares
$RDSRLDUGLHWDVVDXG£YHLVGLYHUVLͤFDGDVHDGHTXDGDVFXOWXUDOPHQ-
te, a agroecologia valoriza o patrimônio alimentar local e a cultura,
contribuindo assim para a segurança alimentar e a nutrição, ao
mesmo tempo em que mantém a saúde dos ecossistemas.
Governança
responsável
É necessário mecanismos de governança transparentes, responsá-
veis e inclusivos em distintas escalas para criar um ambiente propí-
cio que ajude os envolvidos na produção a transformar seus
sistemas. O acesso equitativo à terra e aos recursos naturais não é
apenas fundamental para a justiça social, mas também essencial
para incentivar investimentos de longo prazo em sustentabilidade.
Economia
circular e
solidária
A agroecologia busca restabelecer produtores, produtoras, consumi-
dores e consumidoras por meio de uma economia circular e solidária
que prioriza os mercados locais e apoia o desenvolvimento territorial.
Os mercados inovadores que apoiam a produção agroecológica
ajudam a responder a uma crescente demanda por dietas mais
saudáveis por parte dos consumidores e consumidoras.
2
3
4
5
6
7
8
9
10
1
22
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Figura 3
Inter-relações e interações entre os 10 elementos propostos pela FAO.
Fonte: FAO 2018
&QऍRIJXYJXJQJRJSYTXT,QNJXXRFSUWTUघJFUFWYNWIJZRF[NXइTMTQऑXYNHFJRZQYNINRJSXNT-
nal, cinco níveis de transição para a agroecologiaVZJXइTIJXHWNYTXSF9FGJQF
Tabela 3
Níveis de transição agroecológica.
Diversidade
Criação conjunta e
intercâmbio de
conhecimentos
Sinergias
EficiênciaReciclagem
Resiliência
Valores
humanos
e sociais
Cultura e
tradições
alimentares
Governança
responsável
Economia
circular e
solidária
Descrição das açõesNíveis de Transição Principal área de ação
Nível 1
(Reduzir)
Agroecossistema
Aumentar a eficiência das práticas con-
vencionais para reduzir o consumo e uso
de insumos caros, escassos ou ambien-
YFQRJSYJSTHN[TX
3JXXJSऑ[JQIJ[JRXJWTYNRN_FIFXJKT-
calizar as operações e aplicações agrí-
colas para doses e frequências reduzidas
23
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Fonte: elaboração própria com base em Gliessman (1996, 2007 e 2015).
Os níveis mencionados podem ou não se des-
envolver de forma linear no tempo, já que a
agroecologia se baseia em princípios e não em
padrões de replicação que se adaptam a cada
contexto, levando em consideração suas con-
dições ecológicas, econômicas, sociais e cultu-
rais, pelo que essas fases podem articular-se e
desenvolver-se em paralelo nos processos de
YWFSXNऋइTUFWFFFLWTJHTQTLNF
Nível 2
(Substituir)
Nível 3
(Redesenhar)
Nível 4
(Restabelecer)
Nível 5
(Reestruturar)
Agroecossistema
Agroecossistema e
sistema agroalimentar
Sistema agroalimentar
Sistema agroalimentar
Substituir as práticas e insumos conven-
cionais por práticas alternativas sustentá-
[JNX
Esta fase apresenta mudanças em termos
de insumos e práticas agroecológicas,
mas não afeta a estrutura básica do agro-
JHTXXNXYJRF
Redesenho do agroecossistema de ma-
neira que funcione com base em um novo
HTSOZSYTIJUWTHJXXTXJHTQखLNHTX
3JXXJSऑ[JQऍUTXXऑ[JQFGTWIFWJJQNRNSFW
as raízes das causas da produção conven-
cional são incorporados arranjos ou méto-
dos de trabalho que afetam positivamente
o agroecossistema e aumentam as si-
nergias tanto dentro do agroecossistema
VZFSYTSTYJWWNYखWNT
Restabelecer uma conexão mais direta
entre quem produz e consome alimentos,
a fim de restabelecer uma cultura de sus-
tentabilidade que considere as interações
entre todos os componentes do sistema
FQNRJSYFW
Este nível tem como enfoque o compo-
nente cultural da agricultura, gerando diá-
logos e aproximação entre produtor (a) e
HTSXZRNITWF
Construir um novo sistema alimentar glo-
bal, baseado na equidade, participação,
democracia e justiça, que ajude a restau-
rar e proteger os sistemas de suporte de
[NIFIFYJWWFIFVZFQYTITXIJUJSIJRTX
Este nível supõe ações destinadas a rees-
truturar o sistema agroalimentar na sua
YTYFQNIFIJ
24
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
O
s processos de pesquisa e o conheci-
mento construído em torno da agroeco-
logia na Colômbia têm sido o resultado
da combinação de experiências territoriais da
agricultura familiar, o desenvolvimento de inicia-
YN[FXIJJIZHFऋइTXZUJWNTW FNIJSYNܪHFऋइTJT
aprofundamento de linhas de pesquisa por ins-
titutos de pesquisa e a incorporação de eixos de
agroecologia e produção sustentável nos instru-
mentos de política pública, como é o caso da Lei
IJJIF7JXTQZऋइTIJJSYWJ
TZYWTX
Hoje, a Colômbia não conta com um diagnós-
tico de pesquisa, desenvolvimento tecnológico
JNST[FऋइTSFअWJFIJFLWTJHTQTLNF3TJSYFSYT
6. Elementos de caracterização em relação à
pesquisa em agroecologia na Colômbia
foram desenvolvidos diversos espaços, como
XJRNSअWNTX TܪHNSFX KखWZSX WJLNTSFNX J SFHNT-
nais convocados por diferentes atores como
o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento
Rural, a Corporação Colombiana de Pesquisa
Agropecuária (AGROSAVIA), a academia, insti-
tutos de pesquisa, organizações da sociedade
HN[NQJ43,X FQऍRIJYJWUWTLWFRFXIJJSXNST
superior em agroecologia em aproximadamente
ST[JZSN[JWXNIFIJXITUFऑX
& UFWYNW IF WJ[NXइT ITHZRJSYFQ KTWFR NIJSYNܪ-
HFITXTXNSXZRTXWJQFYFITXSF9FGJQFHTRT
base para a construção do capítulo de caracte-
WN_FऋइT
Tabela 4
Matriz de documentos insumo na construção da Agenda I+D+i em agroecologia.
Instrumento/cenário No. de participantesCobertura territorialNo. de talleres
DEMANDA I+D+i EN AGROECOLOGÍA
Documentos de suporte do PECTIA
 &,748&;.& (TQHNJSHNFX
2&)7
Lineamentos de agricultura familiar
HTRGFXJFLWTJHTQखLNHF:57&
Lineamentos estratégicos de política
UछGQNHFUFWFF&(+(2&)7
Memórias de oficinas regionais de polí-
YNHFUछGQNHFUFWFFFLWTJHTQTLNF2&)7


2FNXIJ
seminários
regionais
7
3FHNTSFQ
organizações
3FHNTSFQ
Seis cidades e
nacional
Quatro cidades e
nacional
2FNXIJ
2FNXIJ
2FNXIJ
FUWT]
25
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Fonte: elaboração própria
Os insumos mencionados referem-se a docu-
mentos de suporte de instrumentos de política
J RJRखWNFX IJ INKJWJSYJX TܪHNSFX JSHTSYWTX
e seminários realizados em torno da agroeco-
logia na Colômbia, os quais coletam os resul-
YFITX IJ UJQT RJSTX  TܪHNSFX HTR ZRF
HTGJWYZWFSFHNTSFQJHTRFUFWYNHNUFऋइTIJ
UJXXTFXIJINKJWJSYJXWJLNघJXJXJYTWJXIF
XTHNJIFIJ*XXJXITHZRJSYTXXJW[JRIJGFXJ
para um exercício de caracterização que iden-
YNܪHTZ ITNX FXUJHYTX  &YTWJX JXYWFYऍLNHTX J
 5WNSHNUFNX QNSMFX YJRअYNHFX IF UJXVZNXF JR
agroecologia a partir de uma análise de oferta
JIJRFSIF
DEMANDA I+D+i EN AGROECOLOGIAOFERTA
Memórias do seminário internacional
Políticas públicas para a agroecologia
SF(TQगRGNF43:
Memórias da oficina de conceituação
da Agroecologia para a Agricultura Fa-
RNQNFWJ(FRUTSJXF(TRZSNYअWNF+&4
2&)7
2JRखWNFXIFmTKNHNSF(TQगRGNF)NWJ-
trizes para pesquisa em Agroecologia
SF(TQगRGNF+&42&)7
2JRखWNFX IF m TKNHNSF IJ NSYJWHआR-
GNT (TQ'WF)NWJYWN_JXIJ UJXVZNXF JR
FLWTJHTQTLNFIF+&42&)7
2JRखWNFX IF m TKNHNSF IJ NSYJWHआR-
GNT (TQ'WF)NWJYWN_JXIJ UJXVZNXF JR
FLWTJHTQTLNFIF+&42&)7
2JRखWNFX IF m TKNHNSF IJ NSYJWHआR-
GNT (TQ'WF)NWJYWN_JXIJ UJXVZNXF JR
FLWTJHTQTLNFIF+&42&)7
Resultados do questionário virtual
Resultados de pesquisa de produção
científica associada à agroecologia
(Bases de dados
LWZUTXIJUJXVZNXF7JI.*8&(J&LWTXF[NFINXYWNGZऑITXJRST[J
IJUFWYFRJSYTXRFNXFHFUNYFQITUFऑX
Pesquisa especializada com quatro palavras-chave relacionadas à
agroecologia
6
7



Internacional
3FHNTSFQ
3FHNTSFQ
Binacional
Col-Bra
Binacional
Col-Bra
Binacional
Col-Bra
FUWT]





13 493552 TOTAL
26
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
.IJSYNܪHFऋइTIJFYTWJX
5FWF F NIJSYNܪHFऋइT IJ FYTWJX JR YTWST IF
agroecologia na Colômbia foram aplicados
diferentes instrumentos de coleta de informação
primária e secundária como base para o
desenvolvimento dos seguintes produtos:
A. Mapeamento de processos de pesquisa em
agroecologia na Colômbia, o qual foi realizado
através do desenho e implementação de uma
RFYWN_ IJ FZYT NIJSYNܪHFऋइT VZJ KTN JS[NFIF F
atores estratégicos no país e da qual resultaram
ZR YTYFQ IJ  UWTHJXXTX SFX XJLZNSYJX
categorias:
Centros/Institutos/Organizações de
pesquisa de caráter privado: nove
UWTHJXXTX
Centros/institutos/organizações de
pesquisa de carácter público: quatro
UWTHJXXTX
&HFIJRNFUWTHJXXTX
As categorias de atores são representadas no
,WअܪHTJHFGJRJSHNTSFWVZJUFWFHFIFZR
ITXUWTHJXXTXNIJSYNܪHFITXKTWFRWJLNXYWFITX
informação geral, localização, linhas de
pesquisa, dados de contato, entre outros
FXUJHYTX4TGOJYN[TIJNIJSYNܪHFWJXXJXFYTWJX
estratégicos é, em primeiro lugar, conhecer o
desenvolvimento da pesquisa em agroecologia
na Colômbia, em forma de diagnóstico e, em
segundo lugar, visibilizar e reconhecer os
FYTWJX&SJ]T
Fonte: elaboração própria com base na matriz de atores
Gráfico 1
Atores relacionados com a pesquisa em agroecologia na Colômbia.
Acadêmico.
Centros/Institutos /Organizações de
Pesquisa de caráter privado.
Centros/Institutos de Pesquisa de
caráter privado.
Agentes de pesquisa em Agroecologia na Colômbia (31)
58%
13%
29%
4XFYTWJXNIJSYNܪHFITXSFXHFYJLTWNFXRJSHNTSFIFXJXYइTQNXYFITX
SF9FGJQF
27
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Tabela 5
Matriz de atores relacionados com a pesquisa em agroecologia na Colômbia.
Categoria
Nome do processo/Organização/Instituição de pesquisa
Localização
Centros/
Institutos/
Organização
de Pesquisa de
caráter privado
(Centro de Pesquisa em Sistemas Produtivos
8ZXYJSYअ[JNX+ZSIFऋइT(.5&;
(Sociedade Científica Latino-Americana de
&LWTJHTQTLNF84(1&
.SXYNYZYT2F^TW(FRUJXNST.2(&
Tropenbos Internacional
,WZUT8JRNQQFX,WZUT8JRJSYJX
Corporação de Pesquisa e Ecodesenvolvimento
7JLNTSFQ(.*7
Instituto Agroecológico Latino-Americano María
(FST
Associação da Rede Colombiana de Agricultura
'NTQखLNHF7*(&'
(TWUTWFऋइTJHTQखLNHFJHZQYZWFQ5JSHFIJ8अGNQF
(FQN;FQQJIJQ(FZHF
América Latina
Capítulo nacional Colombia: Aso-
ciación Científica Colombiana de
&LWTJHTQTLऑF84((&
Pontos Focais Colômbia: Marina
Sánchez de Prager e Patricia Ar-
HMNQF
;FQQJIJQ(FZHF
(FUऑYZQT(TQगRGNF(FVZJYअ
Outros países: Bolívia, Costa de
Marfim, República Democrática do
(TSLT,FSF.SITSऍXNF1NGऍWNF3N-
LऍWNF+NQNUNSFX8ZWNSFRJ:LFSIFJ
;NJYSइ
*XHWNYखWNTUWNSHNUFQ'TLTYअ)(
Ações no território nacional
&SYNTVZNF
;NTYअ(ZSINSFRFWHF
2JIJQQऑS&SYNTVZNF
2JIJQQऑS&SYNTVZNF
Centros/Institutos
de Pesquisa de
caráter público
.SXYNYZYTIJ5JXVZNXF&RGNJSYFNXIT5FHऑKNHT/TMS
;TS3JZRFSS..&5
Instituto de Pesquisa de Recursos Biológicos
&QJ]FSIJW;TS-ZRGTQIY
.SXYNYZYTIJ5JXVZNXF(NJSYऑKNHFIF&RF_गSNF8.3(-.
Corporação Colombiana de Pesquisa Agropecuária,
&,748&;.&
6ZNGIख(MTHख
'TLTYअ)(
&ऋघJXSTYJWWNYखWNTSFHNTSFQ
1JYNHNFXJIJUWNSHNUFQ
+QTWJSHNF8FS/TXऍIJQ,ZF[NFWJ
Mitú, Inírida, Bogotá
'TLTYअ)((.9NGFNYFYअ
28
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Fonte: elaboração própria com base na matriz de atores
Acadêmico
(TWUTWFऋइT:SN[JWXNYFWNF2NSZYTIJ)NTX
:3.2.3:94
.SXYNYZYTIJ*XYZITX&RGNJSYFNX.)*&:SN[JWXNIFIJ
3FHNTSFQIJ(TQगRGNF
:SN[JWXNIFIJ3FHNTSFQIF(TQगRGNF
:SN[JWXNIFIJ3FHNTSFQIJ(TQगRGNF
:SN[JWXNIFIJIJ&SYNTVZNF:IJ&
:SN[JWXNIFIJ9JHSTQखLNHFIJ5JWJNWF:95
:SN[JWXNIFIJIT7TXअWNT
Centro Interdisciplinar de Estudos para o
)JXJS[TQ[NRJSYT(.)*7
:SN[JWXNIFIJIF&RF_गSNF
(TWUTWFऋइTIF:SN[JWXNIFIJ8FSYF7TXFIJ(FGFQ
:3.8&7(
5TSYNKऑHNF:SN[JWXNIFIJ/F[JWNFSF5:/
:SN[JWXNIFIJIJ(NऎSHNFX&UQNHFIFXJ&RGNJSYFNX
:)(&
:SN[JWXNIFIJIJ9TQNRF
:SN[JWXNIFIJ/TWLJ9FIJT1T_FST8JIJ'TLTYअ
:SN[JWXNIFIJ2NQNYFW3ZJ[F,WFSFIF
:SN[JWXNIFIJIJ(FZHF
9JHSTQखLNHT(47*).
8JIJ'TLTYअ)(
'TLTYअ)(2FSN_FQJX2JIJQQऑS
5FQRNWF
8JIJ'TLTYअ)(
8JIJ5FQRNWF;FQQJIJQ(FZHF
2FSN_FQJX(FQIFX
5JWJNWF
'TLTYअ)(
'TLTYअ)(
+QTWऎSHNF
Santa Rosa de Cabal, Risaralda
'TLTYअ)(
'TLTYअ)(
Ibagué, Tolima
'TLTYअ)(
'TLTYअ)(
5TUF^अS(FZHF
2FWNSNQQF&SYNTVZNF
29
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Como resultado do mapeamento foram identi-
ܪHFITXUWTHJXXTXWJQFHNTSFITX
6
com agro-
JHTQTLNFSF(TQगRGNFTXVZFNXNSYJLWFR
famílias, das quais foi coletada informação re-
QFHNTSFIFHTRVZFYWTFXUJHYTX.SKTWRFऋइT
LJWFQIFTWLFSN_FऋइT)JXHWNऋइTITXXNXYJRFX
UWTIZYN[TX7JIJXJFQNFSऋFXJ.SKTWRFऋघJX
IJHTSYFYT.RUTWYFJXHQFWJHJWVZJUFWFJKJNYTX
do presente documento, será dada ênfase ape-
nas a duas questões relacionadas com a pes-
quisa, que são as seguintes:
A primeira pergunta foi orientada a indagar so-
bre as categorias nas quais se inscreveram os
processos e iniciativas agroecológicas, para o
que se contemplaram as seguintes opções de
resposta:
Processos /iniciativas de comercialização
Organizações de formação
Organizações de primeiro nível
4WLFSN_FऋघJX3इT,T[JWSFRJSYFNX
Organizações étnicas
Organizações/grupos de mulheres
Organizações de segundo nível
Agências de cooperação
Institutos de pesquisa
Entidades governamentais
Instituições de ensino superior
Organizações de terceiro nível
Outros processos
Como resultado desta pergunta de múltipla
JXHTQMF KTWFR NIJSYNܪHFIFX TNYT NSNHNFYN[FX
que se autodenominam como institutos de
pesquisa, os quais se encontram localizados
nos departamentos de Antioquia, Cauca,
(ZSINSFRFWHF3FWNऔTJ7NXFWFQIFJNSYJLWFR
KFRऑQNFXHTRTFUWJXJSYFITSF9FGJQF
Processos ou iniciativas referem-se a
organizações, associações, cooperativas
ou experiências familiares destacadas ou
de referência nos processos de transição
FLWTJHTQखLNHF
Tabela 6
Iniciativas agroecológicas que se autodenominam como institutos de pesquisa no mapeamento de processos.
Figura 4
Metodologia implementada no mapeamento de processos agroecológicos.
&.IJSYNܪHFऋइTIJ
UWTHJXXTXJNSNHNFYN[FX
FLWTJHTQखLNHFX
(+TWRZQअWNT[NWYZFQ
HTRUFWYNQMFITHTR
RFNXIJFYTWJX
IFFLWTJHTQTLNF
')JXJSMT
ITKTWRZQअWNT
IJHTQMJNYFIJ
NSKTWRFऋघJX
)UWTHJXXTX
NSNHNFYN[FX
WJLNXYWFIFX
Fonte: elaboração própria.
NOME DA INICIATIVA No. DE FAMÍLIASLOCALIZAÇÃO
Acuaponía digital para todos
(.(&+.(:19:7&
Departamento del Cauca
Departamento del Cauca

6
Procesos o iniciativas hacen referencia a organizaciones, asociaciones, cooperativas o experiencias familiares destacadas o de referencia en los procesos de
YWFSXNHNखSFLWTJHTQखLNHF
30
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
6
7
(TWUTWFHNखS UFWF QF .S[JXYNLFHNखS ^ QF
*IZHFHNखS 5TUZQFW ў .SXYNYZYT 3FHNTSFQ
Sindical
2.30&1&'
PORTALCAMPO
:SN[JWXNIFIIJ&SYNTVZNF
:SN[JWXNIFIIJ3FWNऔT
:SN[JWXNIFI9JHSTQखLNHFIJ5JWJNWF:95
Departamento de Cundina-
marca
Departamento de Risaralda
Departamento de Cundina-
marca
Departamento de Antioquia
)JUFWYFRJSYTIJ3FWNऔT
Departamento de Risaralda



A segunda pergunta relacionada com o campo
da pesquisa estava orientada a indagar sobre
o papel que desempenhava cada processo
ou iniciativa agroecológica para o qual se
contemplaram as seguintes opções de resposta
com possibilidades de escolha múltipla:
Produção
Comercialização
Transformação
Instituições de ensino ou treinamento
Pesquisa
Intercâmbio
Outro
Como resultado da pergunta de múltipla escolha,
KTWFRNIJSYNܪHFITX FT YTIT  UWTHJXXTX VZJ
encontram um papel de pesquisa no interior de
XZFXNSNHNFYN[FXFLWTJHTQखLNHFX*SYWJYFSYTIJ-
ve-se esclarecer que sendo de escolha múltipla
a resposta, diversas organizações encontraram
[अWNTXUFUऍNXJRXZFXINSआRNHFXIJYWFGFQMT
4XUWTHJXXTXVZJIJXJRUJSMFRTUFUJQIJ
UJXVZNXF JSHTSYWFRXJINXYWNGZऑITX JR  IJ-
UFWYFRJSYTXITUFऑXJNSYJLWFRKFRऑQNFX
dentro de suas organizações como se repre-
XJSYFST,WअܪHT4FSYJWNTWJ[NIJSHNFFFRUQF
presença de iniciativas de transição agroeco-
lógicas nas diferentes regiões do país, além da
sua abordagem multidimensional, já que inte-
gram processos de produção, comercialização,
formação e pesquisa no interior das suas dinâ-
micas de trabalho nos territórios, o que é base
para fomentar redes e alianças entre diversos
atores e visibilizar a agroecologia como uma
KJWWFRJSYFJܪHF_UFWFTIJXJS[TQ[NRJSYTWZWFQ
XZXYJSYअ[JQ
5TWTZYWTQFITNIJSYNܪHFXJVZJSइTXखFXTWLF-
nizações que se auto reconhecem como insti-
YZYTXIJUJXVZNXFHZRUWJRUFUJNXIJUJX-
VZNXFJRXJZXUWTHJXXTXTVZJJ[NIJSHNF
que, os processos de construção do conheci-
mento no interior das dinâmicas agroecológicas
são diversos e reconhecem que os agricultores,
as agricultoras, os camponeses, camponesas,
familiares e comunitários são atores que gerem
a pesquisa e inovação social e tecnológica nos
XJZXYJWWNYखWNTX
31
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Gráfico 2
Distribuição percentual dos processos que desempenham funções de pesquisa por departamento.
.IJSYNܪHFऋइTIJQNSMFX
temáticas para o desenvolvimento
da Agenda I+D+i em agroecologia
5FWF F NIJSYNܪHFऋइT IJ QNSMFX YJRअYNHFX IJ
pesquisa em torno da agroecologia na Colômbia
foram aplicados diferentes instrumentos de
coleta de informação e análise, os quais se
TWNJSYFR UFWF NIJSYNܪHFW ITNX FXUJHYTX  &
TKJWYFIJUJXVZNXFJ&XUWNSHNUFNXIJRFSIFX
6.2.1 Oferta de pesquisa em
agroecologia
Esse componente foi realizado através do de-
senho de um formulário virtual para a coleta de
informação primária, o qual foi implementado com
a Corporação Colombiana de Pesquisa Agrope-
cuária (AGROSAVIA) e com os integrantes da Rede
de Instituições de Educação Superior com Progra-
mas de Agroecologia na Colômbia (IESAC), a qual
integra nove instituições de ensino superior com
programas de formação técnica, de graduação e
UखXLWFIZFऋइTJRFLWTJHTQTLNF
O anterior, foi complementado com a revisão e
FSअQNXJ IF UWTIZऋइT IJ HFWअYJW HNJSYऑܪHT FXXT-
ciada à agroecologia, o que se realizou através da
pesquisa na base de dados especializada Scopus
7
HTR VZFYWT UFQF[WFXHMF[J &LWTJHTQTL^ &LWT-
JHTQTL^(TQगRGNF &LWTJHTQTLNF J &LWTJHTQTLNF
- Colômbia
8
7
8HTUZXऍTRFNTWGFSHTIJIFITXITRZSITIJWJXZRTXJHNYFऋघJXIFQNYJWFYZWFIJUJXVZNXFWJ[NXFIFUTWUFWJX(TRRFNXIJYऑYZQTXIJRFNXIJ
JINYTWFXNSYJWSFHNTSFNX7JYNWFITIJMYYUXSHQGXUP
8
ࣲNRUTWYFSYJJXHQFWJHJWVZJSFUWTIZऋइTHNJSYऑܪHFWJQFHNTSFIFऄFLWTJHTQTLNFऍUTXXऑ[JQWJKJWNWXJFTZYWTXYJWRTXHTRTFLWNHZQYZWFJHTQखLNHFFLWNHZQYZWFWJLJ-
SJWFYN[FUWTIZऋइTJHTQखLNHFJSYWJTZYWTX)JXYFKTWRFFUWJXJSYJUJXVZNXFSF8HTUZXHTRVZFYWTYJWRTXHMF[JHTSXYNYZNFUJSFXZRJ]JWHऑHNTIJFUWT]NRFऋइT
ऄTKJWYFIJUJXVZNXFJRFLWTJHTQTLNF
(:3).3&2&7(&
CESAR
8&39&3)*7
(&6:*9࣪
&39.46:.&
RISARALDA
(&:(&
1&,:&/.7&
BOYACÁ
2&,&)&1*3&
META
(&8&3&7*
BOGOTÁ
&7&:(&
;&11*)*1(&:(&
3&7.ࣹ4
6:.3)ࣶ4
TOLIMA





% de participantes dos processos por departamento
Departamentos
9%
7%
5% 5%
3%
2% 2%
3%
2% 2%
3%
2% 2% 2%
9%9%
24%
10%
32
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Resultados formulário virtual
Como resultado da aplicação do formulário vir-
tual com os atores mencionados, foram iden-
Tabela 7
Grupos de pesquisa em agroecologia.
9
Este mapeamento é uma aproximação aos principais atores relacionados à pesquisa agroecológica na Colômbia, porém não constitui um exercício completo; pelo
HTSYWअWNTIJXYNSFXJFXJW[NWIJGFXJUFWFHTSYNSZFWFFQNRJSYअQTHTRTZYWTXUWTHJXXTXSइTRFUJFITXJ]NXYJSYJXTZST[TXFYTWJX
Fonte: elaboração própria com base nos resultados do questionário virtual
YNܪHFITX  LWZUTX IJ UJXVZNXF
9
descritos na
9FGJQF
INSTITUIÇÃO NOME DO GRUPO DE PESQUISA
AGROSAVIA
AGROSAVIA
(47547&ࣰ࣬4:3.;*78.9࣪7.&8&39&748&)*(&'&1
:3.8&7(
(47547&ࣰ࣬4:3.;*78.9࣪7.&8&39&748&)*
(&'&1:3.8&7(
9*(341ࣻ,.(4(47*).(47547&ࣰ࣬4(47:2
:3.2.3:94
:3.2.3:94
:3.2.3:94
:3.;*78.)&)*)*3&7.ࣹ4
:3.;*78.)&)*(&1)&8
:3.;*78.)&)*(&:(&
:3.;*78.)&)*941.2&
:3.;*78.)&)*/47,*9&)*414?&34
:3.;*78.)&)*3&(.43&1)&(41ࣼ2'.&
:3.;*78.)&)*3&(.43&1)&(41ࣼ2'.&
Agroecologia e Sistemas Alimentares Sustentáveis (GIASAS)
Sistemas Agropecuários Sustentáveis
Estudos Rurais Contextualizados ao Território
Sistemas Sustentáveis de Produção Agrícola
Desenvolvimento Rural
GITSAI
Agroecologia e Gestão Ambiental
Desenvolvimento Regional Md
Agrossilvicultura e recursos naturais
Projeção em Agroecologia e Biodiversidade
9:11,WZUTIJ5JXVZNXFUFWFT)JXJS[TQ[NRJSYT7ZWFQ
Desenvolvimento rural sustentável (GIDRS)
Redes Agro empresariais e Territoriais (RAET)
Grupo de Pesquisa Agroecológica
Agricultura, Ambiente e Sociedade (AGRAS)
33
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Gráfico 3
Localização geográfica de grupos e focos de pesquisa em agroecologia.
Fonte: visualização dos resultados do questionário virtual para grupos de pesquisa (Power BI)
,WZUTXJKTHTXIJUJXVZNXFNIJSYNܪHFITXJXYइT
LJTLWFܪHFRJSYJINXYWNGZऑITXJRST[JIJUFWYF-
RJSYTXRFNXFHNIFIJIJ'TLTYअ+NLZWFIJX-
tacando Cundinamarca, como o departamento
mais representativo com quatro grupos de pes-
VZNXF XJLZNIT UTW 3FWNऔT 9TQNRF 7NXFWFQIF J
'TLTYअHTRITNXLWZUTXHFIFZR
&QऍR INXXT KTWFR NIJSYNܪHFIFX  QNSMFX IJ UJXVZNXF VZJ XइT
RJSHNTSFIFXSF9FGJQF
34
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Tabela 8
Linhas de pesquisa identificadas.
No. ANO DE CRIAÇÃOINSTITUIÇÃO LINHA DE PESQUISA
AGROSAVIA
AGROSAVIA
AGROSAVIA
AGROSAVIA
AGROSAVIA
AGROSAVIA
Tecnológico COREDI / Corporação
Tecnológico COREDI / Corporação
:SN[JWXNIFIJ3FHNTSFQIF(TQगRGNF
:SN[JWXNIFIJ3FHNTSFQIF(TQगRGNF
:SN[JWXNIFIJ3FHNTSFQIF(TQगRGNF
:SN[JWXNIFIJ3FHNTSFQIF(TQगRGNF
:SN[JWXNIFIJ3FHNTSFQIF(TQगRGNF
:SN[JWXNIFIJ3FHNTSFQIF(TQगRGNF
:SN[JWXNIFIJ3FHNTSFQIF(TQगRGNF
:SN[JWXNIFIJ3FHNTSFQIF(TQगRGNF
:SN[JWXNIFIJ3FHNTSFQIF(TQगRGNF
:SN[JWXNIFIIJ3FWNऔT
:SN[JWXNIFIIJ3FWNऔT
:SN[JWXNIFIIJ3FWNऔT
:3.2.3:94
:3.2.3:94
:3.2.3:94
:3.2.3:94
:3.2.3:94

























6
7
















Agroecologia, Agricultura Familiar e Sistemas
Agropecuários Sustentáveis
Sistemas Alimentares Sustentáveis
Sustentabilidade e resiliência territorial dos
agroecossistemas dos trópicos
Microbiologia de Solos
Manejo Integrado de Solos
Interação Solo-Planta-Microrganismo-Ambiente
Agroecologia, Produção Pecuária Sustentável
Produção Pecuária Camponesa
Sustentabilidade dos Sistemas Agropecuários
Sustentabilidade do Recurso Solo
Sustentabilidade do Recurso Água
Agro biodiversidade
Proteção Vegetal
Ecologia dos Sistemas Agrários
Agroecologia
Agroecologia e Meio Ambiente
Agroecologia e Desenvolvimento Rural
Qualidade Ambiental
Sistemas Agroflorestais
Mudança climática
Estudos Camponeses e Soberania Alimentar
'NTUWTHJXXTXJR&LWTJHTXXNXYJRFXJ8NXYJRFX3FYZWFNX.SYJW[NITX
Agroecologia e Recursos Entomológicos
Desenvolvimento Rural
&LWNHZQYZWF:WGFSF
35
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Fonte: elaboração própria com base em questionários virtuais de grupos de pesquisa
























:3.2.3:94
:3.2.3:94
:3.2.3:94
:3.2.3:94
:3.2.3:94
:3.2.3:94
:SN[JWXNIFIJIT(FZHF
:SN[JWXNIFIJIT(FZHF
:SN[JWXNIFIJIT(FZHF
:SN[JWXNIFIJIT(FZHF
:SN[JWXNIFIJIT(FZHF
:SN[JWXNIFIJIT(FZHF
:SN[JWXNIFIJIT9TQNRF
:SN[JWXNIFIJIT9TQNRF
:SN[JWXNIFIJIT9TQNRF
:SN[JWXNIFIJIT9TQNRF
:3.8&7(
:3.8&7(
:3.8&7(
:3.8&7(
:3.8&7(
:3.8&7(
:3.8&7(
:SN[JWXNIFIJIJ(FQIFX
Gestão ambiental
Inovações Sociais e Produtivas
Construção Sustentável e Energias Renováveis
Processo Produtivo e de Cadeia de Abastecimento
Modelagem e Simulação
Serviços Ecossistêmicos e Conservação
Políticas para o Setor Rural
Gestão Territorial e Ambiental
Produção Sustentável para os Trópicos
Educação Formal e não Forma
Comercialização e Certificação de Produtos Agropecuários
Abordagens para o estudo da Agroindústria Rural
Agroecologias e Ruralidades
Recuperação Proteção e Produção dos Agro ecossistemas
5WTYJऋइT7JHZUJWFऋइTJ5WTIZऋइTITX&LWTJHTXXNXYJRFX
Desenvolvimento Sustentável
Estudos Rurais Contextualizados ao Território
Agro climatologia Tropical
Plantas Medicinais e Culturas Promissoras
Pesquisa Participativa e Desenvolvimento Sustentável
Manejo Ecológico de Pragas e Doenças
Manejo Ecológico do Solo
8NXYJRFXIJ5TQNHZQYZWF&LWTKQTWJXYFNXJ8NQ[NUFXYTWNQ
Agroecologia
























& +NLZWF  IJXYFHF FX UFQF[WFX RFNX KWJVZJS-
YJRJSYJ NIJSYNܪHFIFX SFX QNSMFX IJ UJXVZNXF
sendo as mais recorrentes: desenvolvimento
rural, produção, conhecimentos e agroecossis-
temas, as quais se relacionam diretamente com
os atributos da agroecologia, suas dimensões,
abordagens e objetos de estudo, além de si-
YZअQF HTRT KJWWFRJSYF JܪHF_ ST आRGNYT IT
IJXJS[TQ[NRJSYTWZWFQXZXYJSYअ[JQ
36
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Figura 5
Nuvem de palavras linhas de pesquisa em agroecologia.
7JXZQYFITXIFUWTIZऋइTHNJSYऑܪHF
associada à agroecologia
países que mais publicam, a América Latina só
está representada pelo Brasil e lhe seguem de
QTSLJT2ऍ]NHTHTRUZGQNHFऋघJXJF(TQगR-
GNFHTR
Esses resultados preliminares poderiam estar
relacionados com a inexistência de políticas pú-
blicas em agroecologia e produção sustentável
em alguns países da região, o que se poderia
J]JRUQNܪHFW HTR ZRF FSअQNXJ HTRUFWFYN[F IF
UWTIZऋइTIJHFWअYJWHNJSYऑܪHTJSYWJF(TQगRGNF
JT'WFXNQYJSITHTRTWJKJWऎSHNFVZJ
o Brasil desenvolveu políticas públicas em agro-
JHTQTLNF UTW YWऎX IऍHFIFX 4ZYWT FXUJHYT VZJ
poderia estar relacionado com esses resultados
é o nível de apoio econômico-institucional à
gestão de projetos, aos programas de formação
e ao desenvolvimento de pesquisa em agroeco-
logia oferecido por cada país, o que também se
WJܫJYJSTNS[JXYNRJSYTJRHNऎSHNFJYJHSTQTLNF
Também poderia estar relacionado com a capa-
cidade de alguns países para atrair estudantes
internacionais com o número de pessoas dedi-
cadas à pesquisa e com formação em douto-
rado
10

10
É importante destacar que os resultados da pesquisa em Scopus permitem um exercício preliminar de aproximação aos principais estudos em relação à agro-
JHTQTLNF STJSYFSYTJ]NXYJRTZYWFXGFXJXIJIFITXFQऍRIJRछQYNUQFXYJXJXJUJXVZNXFXSइTNSIJ]FIFX4FSYJWNTWIJ[JXJWYTRFITHTRTGFXJUFWFHTSYNSZFWF
WJYWTFQNRJSYFWFFSअQNXJIFTKJWYFIJUJXVZNXFJRFLWTJHTQTLNFSF(TQगRGNF
Realizou-se uma aproximação descritiva, com-
parativa e relacional do conhecimento que se
UWTIZ_ JR FWYNLTX HNJSYऑܪHTX IJ WJ[NXYFX FX-
sociadas a Scopus em torno a temas de agro-
JHTQTLNF+TWFRZYNQN_FITXTXXJLZNSYJXNSINHF-
dores bibliométricos: número de artigos, ano de
UZGQNHFऋइTUFऑXJXIJTWNLJRJअWJFX&ऎSKFXJ
KTNHTQTHFIFSFUWTIZऋइTHTQTRGNFSF&GZXHF
não se limitou ao ano de publicação, ou seja,
aparecem todas as publicações existentes e os
FWYNLTX KTWFR NIJSYNܪHFITX HTR FX XJLZNSYJX
VZFYWT UFQF[WFXHMF[J &LWTJHTQTL^ &LWTJHT-
QTL^(TQगRGNF &LWTJHTQTLNF J &LWTJHTQTLNF
(TQगRGNF5FWFHFIFGZXHFTUYTZXJUTW UF-
lavras que apareçam no título, no resumo ou nas
UFQF[WFXHMF[JITITHZRJSYT
3F GZXHF UJQF UFQF[WF &LWTJHTQTL^ KTWFR JS-
HTSYWFITXWJLNXYWTX4,WअܪHTRTXYWFT
número de publicações por país, onde se eviden-
HNFVZJTIJRFNTWUWTIZऋइTऍ*XYFITX:SNITX
HTRYऑYZQTXXJLZNITUJQF+WFSऋFHTR
(MNSFHTRJ'WFXNQHTR)JSYWTITX
Fonte: visualização dos resultados do questionário virtual para grupos de pesquisa (Power BI)
DIFERENTES
RURAL
CULTIVOS
NIVEL
CONTEXTUALIZADOS
CONOCIMIENTOS
TERRITORIO
EXTENSIÓN
INVESTIGACIONES
AGROECOSISTEMAS
ESTUDIO
ESTUDIOS
MANEJO
GENERAR
PRODUCCIÓN
MEDIANTE
MEDIANTE
FENÓMENOS
CONOCER
SOCIAL
PLANTAS
ALIMENTARIA
LÍNEA
CONOCIMIENTO
IMPACTO
ESTRUCTURA
CAFETERA
COMUNIDADES
AGROECOLÓGICO
HABITANTES
MEJORAMIENTO
AMBIENTALES
ANÁLISIS
VIVIR
AMBIENTE
CIENCIA
LLEVAR
COMERCIALIZACIÓN
SOSTENIBILIDAD
REPRESENTACIÓN
RAZÓN
TAMBIÉN
ALIMENTARIOS
REPRODUCCIÓN
VEGETALES
DESARROLLO
LOCALES
AGROECOLOGÍA
SOBRE
OTROS
MEDIO
RURALES
ENTRE
AGROFORESTAL
HACE
HACER
SISTEMAS
BUSCA
ZONA
USO
HASTA
SOSTENIBLE
PROYECTOS
SIMPLE
PRODUCTIVOS
DESARROLLAR
RURALIDAD
AGROPECUARIA
ADOPCIÓN CONTEXTO
NACIONAL
POLÍTICA
DINÁMICAS
CONSERVACIÓN
TECNOLOGÍAS
RELACIÓN
APROPIACIÓN
ESTRATEGIA
SABERES
ASOCIADOS
IMPORTANTE
RECURSOS
ORGANIZACIÓN
INNOVACIÓN
AGRARIO
FAMILIAS AMPLIAMENTE
CONTRIBUIR
PROCESOS
AGUA
VIDA
TROPICALES
PRÁCTICAS
MUCHOS
SUELOS
CONDICIONES
PROPONER
CONSTRUCCIÓN
COMPRENSIÓN
ESTRATEGIAS
RURALIDADES
GESTIÓN ECOLÓGICA
AGRICULTURA
DIVERSIDAD
FORMAS
PERSPECTIVA
ORIENTAR
MOSTRAR
ANDINOS
PAISAJE
PARTIR
ENFOCADOS
SOLUCIÓN
ABORDA
NATURALES
POLÍTICAS
ALIMENTOS
COLOMBIANA
AMBIENTAL
LOGRAR
ENFOQUES
CONFIGURAN
TANTO
CABO
ZONAS
FINCA
PRODUCTOS
ALLA
37
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Documentos publicados por ano
com palavras-chave de pesquisa
Em relação ao número de documentos publi-
cados por ano com as palavras: Agroecolo-
L^(TQगRGNFJ&LWTJHTQTLNF(TQगRGNFUTIJXJ
Gráfico 4
Número de publicações que contêm a palavra Agroecology por país (1953-2020).
analisar que na busca da palavra-chave Agro-
JHTQTL^(TQगRGNF XJ NIJSYNܪHF ZRF ܫZYZFऋइT
JSYWJJUZGQNHFऋघJX4LWअܪHTRTXYWFZR
SछRJWTQNRNYFITIJUZGQNHFऋघJXFYऍTFST
a partir do qual apresenta uma tendência ascen-
IJSYJFYऍ

Fonte: resultados da pesquisa do banco de dados Scopus, 27 de outubro de 2020.
Colômbia
Bélgica
Quênia
Etiópia
México
Austrália
ࣶSINF
Espanha
Canadá
Itália
Países Baixos
Alemanha
7JNST:SNIT
Brasil
China
França
*XYFITX:SNITX
País
Número de documentos publicados
38
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Por outro lado, na busca pela palavra-chave
Agroecologia e Colômbia, poucos resultados se
WJܫJYJR UFWFJXXJ HTSOZSYT IJ UFQF[WFX TSIJ
FUJSFXJRJMF[NFITNXFWYNLTXJR
Gráfico 6
Número de documentos publicados por ano com as palavras Agroecologia e Colômbia
Gráfico 5
Número de documentos publicados por ano com as palavras Agroecology and Colombia



6





Fonte: base de dados de pesquisa Scopus, 27 de outubro de 2020
Fonte: resultados da pesquisa do banco de dados Scopus, 27 de outubro de 2020
HFIFFST4 SछRJWTYTYFQIJ FWYNLTX ऍIJXJYJ
JSYWJJTVZJJXYअWJUWJXJSYFITST
,WअܪHT
No. de documentos publicados
Ano
No. de documentos publicados
Ano
39
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
&UFWYNWIFGZXHFHTRFXIZFXUFQF[WFXHMF[JQNXYFIFXUTIJXJNIJSYNܪHFWVZJJRGTWFTSछRJWT
de publicações relacionadas à agroecologia na Colômbia seja relativamente baixo em comparação
com a produção de outros países, há evidências de uma tendência de aumento, principalmente na
छQYNRFIऍHFIFJSYWJTXFSTXIJJTVZJUTIJNSINHFWZRRFNTWNSYJWJXXJSFFLWTJHTQTLNF
HTRTHFRUTIJJXYZITJUWTIZऋइTNSYJQJHYZFQ
Gráfico 7
Número de publicações por área temática que contêm as palavras Agroecologia e Colômbia.
Fonte: resultados de pesquisa na base de dados Scopus, 27 de outubro de 2020
0 10 20 30 40 50 60 70
Áreas temáticas e publicações
a partir das palavras-chave de
busca
Em relação às principais áreas temáticas que
publicam documentos em agroecologia, e como
resultado da busca das palavras-chave: Agro-
ecologia-Colômbia e Agroecologia - Colômbia,
pode-se analisar que:
4 ,WअܪHT  RTXYWF T SछRJWT IJ ITHZRJSYTX
produzidos por área temática para a palavra
HMF[JIJGZXHF &LWTJHTQTL^(TQगRGNFJJXYFX
áreas são as que propõem Scopus para suas
UWखUWNFXHQFXXNܪHFऋघJX5WJITRNSFRFअWJFIJ
Agricultura e Ciências Biológicas representada
UTWFWYNLTXXJLZNITUTW(NऎSHNFX&RGNJSYFNX
HTR  J (NऎSHNFX 8THNFNX HTR  &X TZYWFX
áreas são representadas por um número re-
IZ_NITIJUZGQNHFऋघJX
Farmacologia, Toxicologia e Farmácia
Ciência dos materiais
Engenharia Química
Engenharia
Ciências da Terra e Planetárias
Bioquímica, Genética e Biologia Molecular
Artes e Humanidades
Imunologia e Microbiologia
3JLखHNTX,JXYइTJ(TSYFGNQNIFIJ
Multidisciplinar
Ciências da decisão
Economia, Econometria e Finanças
Energia
Ciências Sociais
Ciência ambiental
Ciências agrícolas e biológicas
Área temática
Número de publicações
40
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Gráfica 8
Número de publicações por área temática que contem as palavras agroecologia na Colômbia.
4 ,WअܪHT  RTXYWF VZJ XJ RFSYऍR F YJSIऎSHNF IJ UZGQNHFW SF अWJF IJ &LWNHZQYZWF J (NऎSHNFX
Biológicas (cinco artigos), mas surpreende encontrar a área de Economia, Econometria e Finanças
JRXJLZSITQZLFWOZSYTHTRFअWJFIJ(NऎSHNFX8THNFNXHFIFZRFHTRIZFXUZGQNHFऋघJX
6.2.2 Demandas de pesquisa em
agroecologia
Essa seção foi realizada através da revisão de
informação secundária dos documentos in-
XZRT WJQFYFITX SF 9FGJQF & JVZNUJ IT 4G-
servatório de Ciência, Tecnologia e Inovação
Agropecuária da AGROSAVIA realizou a revisão
De acordo com os resultados encontrados a partir das palavras-chave de pesquisa, pode-se inferir
VZJFXUWNSHNUFNXअWJFXYJRअYNHFXVZJWJFQN_FRUZGQNHFऋघJXJR FLWTJHTQTLNFXइT&LWNHZQYZWF
J(NऎSHNFXGNTQखLNHFX (NऎSHNFX&RGNJSYFNX (NऎSHNFX8THNFNXJ*HTSTRNF*HTSTRJYWNFJ
Finanças, que serviria de referência para fortalecer os programas e recursos relacionados com essas
अWJFXYJRअYNHFXFܪRIJVZFQNܪHFWJFRUQNFWFUWTIZऋइTNSYJQJHYZFQWJQFHNTSFIFHTRFLWTJHTQTLNF
SF(TQगRGNF

11
&XUFQF[WFXHMF[JIFUJXVZNXFKTWFRFLWTJHTQTLNFUWTIZऋइTXZXYJSYअ[JQUWTIZऋइTXZXYJSYअ[JQXNXYJRFXUWTIZYN[TXFIFUYFITXऄXRZIFSऋFXHQNRअYNHFX
agricultura ecológica, agricultura orgânica, produção ecológica, produção orgânica, produção agropecuária sustentável, sistemas produtivos sustentáveis, agri-
cultura climaticamente inteligente, alopatia, fertilizantes verdes, agrossilvicultura, sistemas silvo pastoris, culturas de cobertura, culturas associadas, biofertilizan-
YJXFLWTGNTIN[JWXNIFIJHTSYWTQJGNTQखLNHTKJWYNQN_FSYJXTWLआSNHTXFLWNHZQYZWFJUJHZअWNFXZXYJSYअ[JQJFLWNHZQYZWFGNTQखLNHF
e análise do primeiro insumo (documentos de
XZUTWYJ IF 5*(9.& JXUJHNܪHFRJSYJ IFX IJ-
mandas priorizadas pelas cadeias produtivas
FLWTUJHZअWNFXSF &LJSIF .)N VZJ JR 
HTSYF[FHTRFUWT]NRFIFRJSYJIJRFS-
IFX
& UFWYNW IJXYJ NSXYWZRJSYT J IJ  UFQF-
[WFXHMF[J IJ GZXHF KTWFR NIJSYNܪHFIFX 
Fonte: resultados da pesquisa do banco de dados Scopus, 27 de outubro de 2020
Área temática
Multidisciplinar
Ciência ambiental
Ciências da decisão
3JLखHNTX,JXYइTJ(TSYFGNQNIFIJ
Ciências Sociais
Economia, Econometria e Finanças
Ciências agrícolas e biológicas
Número de publicações
41
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Gráfico 9
Demandas da Agenda I+D+i relacionadas com agroecologia por área temática.

demandas de I+D+i relacionadas com agroeco-
QTLNF*XXFXIJRFSIFXJXYइTFXXTHNFIFXF
áreas temáticas (é uma nota de rodapé) entre
as que se destacam manejo ambiental e sus-
12
&XअWJFXYJRअYNHFXIF&LJSIF.)NHTWWJXUTSIJRFFLWZUFRJSYTXIJNSKTWRFऋइTVZJYऎRHTSYJछITJFGTWIFLJSXXNRNQFWJX+TWFRIJܪSNIFXFUFWYNWIFX
categorias do Sistema Internacional de Informação sobre Ciências e Tecnologias Agrícolas (AGRIS) e das áreas do conhecimento utilizadas pela Organização de
(TTUJWFऋइTJ)JXJS[TQ[NRJSYT*HTSखRNHT4()**QJXXइTZXFITXUFWFHFYJLTWN_FWFXNSKTWRFऋघJXUZGQNHFIFXSFUQFYFKTWRFIJXJRJFIZWF\\\XNJRGWFLT[
co
tentabilidade, manejo de solos e águas, manejo
do sistema produtivo e qualidade e inocuidade
IJNSXZRTXJUWTIZYTX,WअܪHT
674 demandas de I+D+i AE agrupadas en 12 focos
Gestão ambiental e sustentabilidade
Gestão de solo e água
Gestão do sistema de produção
Qualidade e segurança de insumos e
produtos
Material de plantio e melhoramento
genético
Sistemas de informação,
zoneamento e georreferenciamento
,JXYइTXFSNYअWNFJܪYTXXFSNYअWNF
Transparência de tecnologia,
assistência técnica e inovação
Socioeconomia, marketing e
desenvolvimento empresarial
Gestão de colheita, pós-colheita e
transformação
Fisiologia vegetal e nutrição
Reforço das capacidades técnicas e
funcionais
Demandas relacionadas à agroecologia
Fonte: Elaboração de AGROSAVIA a partir da informação das Agendas I+D+i 2014-2019 publicada na Plataforma Semeadura
Área temática
149
42
62
29
115
39
49
26
85
31
42
5
42
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
5TWTZYWTQFIT  HFIJNFX UWTIZYN[FXXJ WJܫJ-
tem nas demandas de P + D + i associadas à
agroecologia, sendo mais notória a participação
daquelas com maior número de demandas re-
lacionadas ao desenvolvimento, implantação
ou transferência de práticas sustentáveis; pro-
dução limpa; produção orgânica e estratégias
IJRNYNLFऋइT+NLZWF
& Sऑ[JQ IF अWJF LJTLWअܪHF FX IJRFSIFX IF
&LJSIF.)NFܪSXऄFLWTJHTQTLNFUWT[ऎRIJ
IJUFWYFRJSYTX4ZXJOFYTITXTXIJUFWYFRJS-
tos que hoje contam com Agenda I+D+i prioriza-
ram ao menos uma demanda que se relaciona
HTRJXXJYJRF,WअܪHT
Figura 6
Cadeias agropecuárias com pedidos de I+D+i relacionados com a agroecologia (41).
Hortaliças, 137
Babosa, 40
Rapadura, 38
Plantas aromáticas }
e medicinais, 38
Cacau, 34
Batata, 34
Forestal, 29
Arroz, 28
Láctea, 22
Mandioca e
inhame. 20
Abacate, 20
Frutas, 28
Aquicultura, 24
Cítricos, 19 Amora, 18
Café, 18
Manga, 13
Carne
bovina, 12
Ovino
caprino, 9
Banano, 6
Tabaco, 8
Caña de
azúcar 6
Palma de
aceite 5
Borracha,9
Moran-
gos, 12
Banana, 8
Apícola,
7
Pasiflo…
7
Fique,
,5
Quin..
, 4
AJ…
B, 4
Co
C...
Go
Sa
A…
2
A
B
A
A
Fonte: Elaboração de AGROSAVIA a partir da informação das Agendas I+D+i 2014-2019 publicada na Plataforma Semeadura
43
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
5FWF F NIJSYNܪHFऋइT ITX KTHTX IFX IJRFSIFX
de I+D+i em agroecologia organizou-se por
अWJFYJRअYNHF FGFXJIFXIJRFSIFX JKTN
realizada a leitura detalhada de cada uma para
FLWJLFW F NSKTWRFऋइT JR  HFYJLTWNFX IJST-
RNSFIFXѦIJRFSIFXFLWJLFIFXѧ*XXFXछQYNRFX
foram submetidas a uma análise de conteúdo
Gráfica 10
Departamentos con demandas asociadas a agroecologia (29).
UFWFܪSFQRJSYJ TGYJW  KTHTX IJ IJRFSIFX
que têm relação com as cadeias produtivas, os
IJUFWYFRJSYTX J FX अWJFX YJRअYNHFX ,WअܪHT
(TRTXZUTWYJITXWJXZQYFITXHTSYFXJHTR
ZRFRFYWN_IJFSअQNXJIJIJRFSIFX&SJ]T
Fonte: Elaboração de AGROSAVIA a partir da informação das Agendas I+D+i 2014-2019 publicada na Plataforma Semeadura
44
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Por outro lado, a equipe de trabalho da FAO
Colômbia realizou a revisão e análise dos insu-
RTXF9FGJQFFYWF[ऍXIFNIJSYNܪHFऋइTIJ
propostas e lineamentos relacionados com agro-
ecologia em cada um dos documentos insumo,
Gráfico 11
Demandas da Agenda I+D+i relacionadas com agroecologia, por foco (12.
o que se inseriu em uma matriz de análise quali-
YFYN[FUFWFFHTINܪHFऋइTYJRअYNHFIJQNSMFXIJܪ-
nição de categorias e priorização por indicadores
IJKWJVZऎSHNF&SJ]T
No. demandas
No. áreas
13
)NWJYWN_JXIJ&+HTRGFXJFLWTJHTQखLNHF:57& )NWJYWN_JXJXYWFYऍLNHFXIJUTQऑYNHFXUछGQNHFXUFWFT(+(&2&)7 2JRखWNFXIFXTܪHNSFX
WJLNTSFNXIJHTSXYWZऋइTIJUTQऑYNHFXUछGQNHFXUFWFF&LWTJHTQTLNF2&)7 2JRखWNFXITXJRNSअWNTNSYJWSFHNTSFQ5TQऑYNHFXUछGQNHFXUFWFFFLWTJHTQTLNFSF
(TQगRGNF:SN[JWXNIFIJ3FHNTSFQIF(TQगRGNF 2JRखWNFXIF4ܪHNSFIJ&LWTJHTQTLNFUFWFZRF&LWNHZQYZWF+FRNQNFWJ(FRUTSJXF(TRZSNYअWNF+&42&)7
 2JRखWNFXIFTܪHNSF)NWJYWN_JXUFWFUJXVZNXFJR&LWTJHTQTLNFSF(TQगRGNF+&42&)7 2JRखWNFXIFmmJmTܪHNSFIJNSYJWHआRGNTJSYWJ
'WFXNQJ(TQगRGNFJRWJQFऋइTऄXINWJYWN_JXIJUJXVZNXFFLWTJHTQखLNHFIF+&42&)7
674 demandas de I+D+i AE agrupadas en 12 focos

Área temática
5
2
5
1
2
1
1
2
5
2
4
1
4
10
14
22
23
26
58
91
108
119
140
59
Fonte: elaborado pela AGROSAVIA com base nas informações das Agendas de P&D 2014-2019 publicadas na Plataforma Semeadura
Processos judiciais relacionados à agroecologia
)JXJS[TQ[JWXNXFLWTܫTWJXYFNX
silvipastoriles e outras alt
Estratégias e tecnologias para uso
JܪHNJSYJJXZXYJSYअ[JQ
Geração de estratégias e
tecnologias para gestão sustentável
?TSJFRJSYTIJWJL
produtores com base em variáveis AE
Implementação de sistemas de
rastreabilidade e boas práticas
Reforço da capacidade de gestão
sustentável
Implementar estratégias
YWFSXKJFITऋइTIJYJHSTQTLNFX
Desenvolvimento de alternativas
agroindustriais
Estudo e desenvolvimento de mercados
nacionais e internacionais
Caracterização e desenvolvimento de
recursos genéticos
Modelos produtivos com abordagem de
agricultura orgânica
.IJSYNܪHFऋइTJF[FQNFऋइTITXXJW[NऋTX
ecossistêmicos
45
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Gráfico 12
Categorias nodais identificadas a partir da análise qualitativa dos documentos de referência
(inputs 2 a 9).
(TRTWJXZQYFITIFFSअQNXJKTNUTXXऑ[JQNIJSYNܪHFW
 UWTUTXYFX TZ INWJYWN_JX WJQFHNTSFIFX HTR
FLWTJHTQTLNF FX VZFNX KTWFR HTINܪHFIFX
YJRFYNHFRJSYJ JR  QNSMFX J  HFYJLTWNFX
STIFNX,WअܪHT
Com base nos resultados anteriores, foi
NIJSYNܪHFIT VZJ TX  KTHTX IJ IJRFSIFX IF

Catergorías nodales
1
2
1
2
1
2
3
4
6
7
6
7
8
Fonte: elaboração da própria FAO
&LJSIF .)N NSXZRT  J FX  HFYJLTWNFX
STIFNX NSXZRTX  F  WJQFHNTSFIFX HTR
FLWTJHTQTLNFXJHTSXYNYZJRSFGFXJUFWFIJܪSNW
as linhas da Agenda I+D+i para a agroecologia
SF(TQगRGNFHTRTXJWJUWJXJSYFSF,WअܪHF
365 propostas codificadas em 50 linhas e 13 categorias nodais (entradas 2 a 9)
Agroecologia e serviços ambientais
Circuitos curtos de comercialização
Construção do conhecimento
e diálogo de saberes
Governança e participação
Escalando inovações sociotécnicas
Transição agroecológica
Extensão assistência técnica com
abordagem agroecológica
Agroecologia e
ordenamento territorial
AE e segurança/soberania alimentar
(JWYNܪHFऋइTFLWTJHTQखLNHF
Agroecologia e alterações climáticas
Articulação campo-cidade
Tecnologias Ecológicas Apropriáveis
Distribuição de linhas por categorias
Fonte: AGROSAVIA – FAO
46
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Gráfico 13
Resultados da revisão dos documentos de referência.

Catergorías nodales
1
2
1
2
1
2
3
4
6
7
6
7
8
No. demandas
No. áreas
674 demandas de I+D+i AE.
UWTUZJXYFXHTINܪHFIFXJSQऑSJFX^HFYJLTWऑFXSTIFQJX.SXZRTFQ

Área temática
5
2
5
1
2
1
1
2
5
2
4
1
1
10
14
22
23
26
58
91
108
119
140
59
Fonte: AGROSAVIA – FAO
Processos judiciais
relacionados à agroecologia
)JXJS[TQ[JWXNXFLWTܫTWJXYFNX
XNQ[NUFXYTWNQJTZYWFXFQY
Estratégias e tecnologias para uso
JܪHNJSYJJXZXYJSYअ[JQ
Geração de estratégias e tecnologias para
TRFSJOT
?TSNܪHFऋइTIFXWJLUWTIZYTWFX
HTRGFXJJR
.RUQJRJSYFऋइTIJXNXYJRFX
Reforço da capacidade de gestão
sustentável
Implementar estratégias
YWFSXKJFITऋइTIJ
Desenvolvimento de alternativas
agroindustriais
Estudo e desenvolvimento dos
RJWHFITXSFHNTSFNX
Caracterização e desenvolvimento de
recursos genéticos
Modelos produtivos com abordagem de
agricultura orgânica
.IJSYNܪHFऋइTJF[FQNFऋइTITXXJW[NऋTX
ecossistêmicos
Agroecologia e serviços ambientais
Circuitos curtos de comercialização
Construção do conhecimento
e diálogo de saberes
Governança e participação
Escalando inovações sociotécnicas
Transição agroecológica
Extensão assistência técnica com
abordagem agroecológica
Agroecologia e
ordenamento territorial
AE e segurança/soberania alimentar
(JWYNܪHFऋइTFLWTJHTQखLNHF
Agroecologia e alterações climáticas
Articulação campo-cidade
Tecnologias Ecológicas Apropriáveis
Distribuição de linhas por
categorias
47
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
A
UFWYNWIFFSअQNXJITXKTHTXIJIJRFS-
IFXIF&LJSIF.)NJIFXHFYJLTWNFX
nodais, foi realizado um processo de
NIJSYNܪHFऋइT IJ XJRJQMFSऋFX J HTRUQJRJSYF-
ridades temáticas, com o objetivo de integrá-las
UFWFIJܪSNWQNSMFXIJ.)NLJWFNXJFXWJXUJH-
7. Proposta de linhas de pesquisa,
desenvolvimento tecnológico e inovação em
agroecologia para a Colômbia
YN[FXUWTUTXYFXIJFऋइT&SJ]T(FGJJXHQF-
recer que algumas das propostas de ação foram
complementadas, a partir de mesas técnicas,
HTRFX UFWYJX ITUWTOJYT(TRTWJXZQYFITKT-
WFRNIJSYNܪHFIFXXJYJQNSMFXIJ.)N+NLZWF

Figura 7
Linhas de (I+D+i) em agroecologia.
Fonte: elaboração própria
9JHSTQTLNFX
XNXYJRFXJUWअYNHFX
IJYWFSXNऋइTFLWT
JHTQखLNHF
&LWTGNTIN[JWXNIFIJ
JWJXNQNऎSHNFFTX
JKJNYTXIFXRZIFSऋFX
HQNRअYNHFX
8NXYJRFXIJ
NSKTWRFऋइTUFWF
FLWTJHTQTLNF
,T[JWSFSऋFJ
UFWYNHNUFऋइT
*]YJSXइT
KTWRFऋइTJ
FXXNXYऎSHNF
YऍHSNHFUFWFF
FLWTJHTQTLNF
8NXYJRFXIJ
VZFQNIFIJ[FQTW
ѬFLWJLFIT
JRJWHFITXFLWT
JHTQखLNHTX
8JW[NऋTX
JHTXXNXYऍRNHTXIF
FLWTJHTQTLNF
1ऑSJFXIJYWFGFOT
&LJSIF.)NJS
FLWTJHTQTLऑF
48
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Linha 1: tecnologias, sistemas e práticas para
a transição agroecológica.
Essa linha incorpora ações orientadas para o
fomento de processos de reconversão pro-
dutiva e transição para a agroecologia, com-
preendida como um tema progressivo, no qual
se destacam propostas como: a caracterização
de recursos genéticos, a adopção de sistemas
IN[JWXNܪHFITX F YWFSXKJWऎSHNF IJ YJHSTQTLNFX
JHTQखLNHFXJTJXHFQTSFRJSYTTZRFXXNܪHFऋइT
IFXJ]UJWNऎSHNFXQTHFNXFLWTJHTQखLNHFX
As principais propostas de ação são apresenta-
das a seguir:
caracterização e desenvolvimento de recur-
sos genéticos para sistemas agroecológi-
cos;
IJXJS[TQ[NRJSYTIJXNXYJRFXFLWTܫTWJXYFNX
silvipastoril, agrosilvipastoril, regenerativos,
de bemestar animal e outras alternativas de
gestão nos processos de transição agroeco-
lógica;
desenvolvimento e transferência de tecnolo-
gias ecológicas adequadas para a utilização
JܪHNJSYJJXZXYJSYअ[JQITXXNXYJRFXUWTIZ-
tivos, com ênfase nos recursos hídricos e do
solo, em conformidade com as condições
agro ecológicas das regiões;
reconhecimento social e econômico do valor
biológico dos alimentos agrobiológicos e da
sua contribuição para a segurança alimentar
e nutricional;
desenvolvimento e utilização de bioinsumos
para os processos de transição agroeco-
lógica, promovendo iniciativas familiares,
comunitárias e territoriais como: as biofábri-
cas comunitárias, parcelas demonstrativas,
sistemas familiares integrais, estratégias de
FUWT[JNYFRJSYTIJWJXऑIZTXJSYWJTZYWTX
JXHFQTSFRJSYTJRFXXNܪHFऋइTIJNST[FऋघJX
sócio-técnicas (territórios agroalimentares,
reservas naturais, faróis agroecológicos, en-
tre outros)
14
a partir do diálogo de saberes e
UWअYNHFX
Linha 2: sistemas de qualidade, valor
agregado e mercados agroecológicos.
Essa linha busca fortalecer os processos de
transformação e comercialização dos sistemas
agroecológicos, para destacar fatores como:
o fomento dos circuitos curtos de comerciali-
zação, a geração de valor agregado e o estabe-
QJHNRJSYTIJHJWYNܪHFऋघJXIJVZFQNIFIJWJQJ[FS-
YJXUFWFUWTIZऋइTFLWTGNTQखLNHFSF(TQगRGNF
As principais propostas de ação são apresenta-
das a seguir:
desenvolvimento de alternativas agroindus-
triais ou geração de valor agregado aos sis-
temas de produção agroecológicos e à bioe-
conomia;
estabelecimento e fortalecimento de circuitos
curtos de comercialização para a produção
agroecológica;
estudo e desenvolvimento de mercados in-
ternacionais que promovam a produção, uti-
lização e consumo sustentável de produtos
e subprodutos diferenciados (selos de quali-
dade, denominações de origem, entre outros);
incentivar a implementação de sistemas de
rastreabilidade e de gestão da qualidade atra-
vés da adoção e expansão de sistemas de
LFWFSYNFX UFWYNHNUFYN[FX 85, TZYWFX HJWYNܪ-
HFऋघJXIJHTSܪFSऋFJHJWYNܪHFऋघJXIJYJWHJN-
ros para a produção agrobiológica e orgânica;
análise abrangente de custos e externalida-
des de sistemas de produção agroecológica,
SJLखHNTX[JWIJXJXNXYJRFXHTS[JSHNTSFNX
14
Os faróis agroecológicos são experiências agroecológicas de sucesso que integram a inovação produtiva, tecnológica e social dos agricultores familiares em
IJYJWRNSFITXHTSYJ]YTXXTHNTFRGNJSYFNXNSHTWUTWFSITTJSKTVZJINKJWJSHNFQ
15
Os PGS são sistemas de garantia desenvolvidos através da relação e participação direta entre produtores, consumidores e demais membros da comunidade,
VZJ[JWNܪHFRJSYWJXNFTWNLJRJHTSINऋइTITXUWTIZYTXFLWTJHTQखLNHTXJFYWF[ऍXITXNXYJRFLFWFSYJRFUWTIZऋइTHTRJWHNFQN_FऋइTJHTSXZRTITXRJXRTX
UWTIZYTXSTRJWHFITQTHFQJWJLNTSFQ7JXTQZऋइTIJUJ
49
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Linha 3: serviços ecossistêmicos da
agroecologia.
*XXFQNSMFFGWFSLJFऋघJXVZJ[NXFRFNIJSYNܪ-
cação de serviços ecossistêmicos derivados de
sistemas de produção agroecológicos onde se
considera a promoção de processos agroeco-
lógicos em áreas de proteção especial; o des-
envolvimento de iniciativas de ecoturismo, et-
no-turismo, turismo comunitário; o pagamento
de incentivos ambientais, levando em conside-
ração suas contribuições na restauração agro-
ecológica das condições do solo, regulação
dos ciclos hidrológicos, sequestro de carbono e
HTSYWTQJܪYTXXFSNYअWNTJRUWTHJXXTXFLWTJHTQख-
LNHTX
As principais propostas de ação são apresenta-
das a seguir:
NIJSYNܪHFऋइTJ[FQTWFऋइTITXXJW[NऋTXJHTX-
sistêmicos dos sistemas agroecológicos,
como o fornecimento de alimentos saudá-
[JNXअLZFܪGWFXVZFQNIFIJITFWJXJW[NऋTX
culturais e recreativos, como ecoturismo,
etno-turismo e turismo de natureza;
desenvolvimento de projetos orientados a
promoção de práticas agroecológicas em
áreas de importância ambiental em que seja
permitida a utilização condicionada dos so-
los para atividades agropecuárias;
pagamento ou incentivo para serviços am-
bientais derivados de processos agroecoló-
gicos, tais como restauração das condições
JIअܪHFXHTSXJW[FऋइTIJKTSYJXIJ अLZFJ
RFSJOTܪYTXXFSNYअWNT
Linha 4: sistemas de informação para a agro-
ecologia
Essa linha inclui ações orientadas para o forta-
lecimento das capacidades dos agricultores e
das agricultoras familiares através do desen-
volvimento de sistemas integrais de informação
para a agroecologia e o uso das Tecnologias da
Informação e Comunicação (TIC), adaptáveis
e pertinentes às condições da ruralidade na
(TQगRGNF
As principais propostas de ação são apresenta-
das a seguir:
HFWFHYJWN_FऋइT J _TSNܪHFऋइT IJ FLWTJHTX-
sistemas e atores, como insumo para o des-
envolvimento e fortalecimento de sistemas
integrais de informação agroecológica em
rede;
utilização das TIC para o intercâmbio, for-
mação e visibilidade dos processos de tran-
sição agroecológica (por exemplo, rádio,
redes sociais, plataformas interativas, pod-
cast, entre outros);
promoção de estratégias orientadas para o
comércio electrónico nos sistemas de pro-
dução agroecológica;
desenho e implementação de estratégias
de monitoramento dos sistemas produtivos,
adotando as TIC, de tal forma que se gerem
consultas em tempo real e diagnóstico de
UTSYTXHWऑYNHTX
Linha 5: agro biodiversidade e resiliência ante
os efeitos das mudanças climáticas
Essa linha inclui ações voltadas para a conser-
vação da agro biodiversidade e o aumento da
resiliência do agroecossistema como fator de
adaptabilidade à variabilidade e às mudanças
climáticas, para se destacar estratégias como: a
adoção de tecnologias ecológicas e a caracteri-
zação e multiplicação de materiais de sementes
SFYN[FXJHWNTZQFX
As principais propostas de ação são apresenta-
das a seguir:
desenvolvimento de tecnologias apropria-
das para o uso de energias alternativas e
mitigação dos impactos derivados da varia-
bilidade e das mudanças climáticas;
contribuição dos sistemas produtivos agro-
ecológicos para a resiliência dos agroecos-
50
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
sistemas como medida de mitigação dos
efeitos da variabilidade e das mudanças cli-
máticas;
caracterização, recuperação e multiplicação
das sementes nativas e crioulas, com base
nas condições de adaptação aos agroecos-
sistemas;
análise e fortalecimento da relação gastro-
nomia-biodiversidade tais como alimentos
nativos, adequação de minutas e alimentos
IJSNHMT
Linha 6: extensão, formação e assistência
técnica para a agroecologia.
Essa linha integra ações orientadas ao desen-
volvimento e implementação dos modelos de
extensão e assistência técnica agropecuária
que compõem a abordagem agroecológica,
para a qual se destacam ações como: formação
dos extensionistas para a gestão sustentável
da produção agrícola, incorporação de cursos
e seminários de agroecologia no sistema de
educação e fomento de sementeiras juvenis de
UJXVZNXFJNST[FऋइT
As principais propostas de ação são apresenta-
das a seguir:
desenho de modelos de formação dirigido a
pessoas extensionistas e que incorporem a
abordagem agroecológica;
desenvolvimento e implementação de mo-
delos de extensão e assistência técnica
agropecuária com enfoque agroecológico;
capacitação e formação no manejo susten-
tável dos sistemas produtivos agroecoló-
gicos com enfoque diferencial dirigida aos
IN[JWXTXFYTWJXIT8NXYJRF3FHNTSFQIJ.ST-
[FऋइT&LWTUJHZअWNF83.&
concepção e incorporação de cursos, aulas
e seminários de agroecologia nos currículos
do sistema de educação básica, primária,
média vocacional, técnica, tecnológica e pro-
ܪXXNTSFQ
implementação de sementeiras de pesquisa
com os jovens rurais em torno das práticas
e tecnologias agroecológicas, fomentando
o desenvolvimento de empreendimentos
locais e fortalecendo a sua permanência no
território;
promoção de redes de pesquisa em agro-
ecologia, a partir de núcleos ou grupos de
GFXJSTXYJWWNYखWNTX
Linha 7: governança e participação.
Essa linha abrange ações orientadas para for-
talecer os processos de participação da agri-
cultura familiar de base agroecológica nas ins-
tâncias da ordem local, regional e nacional, de
tal forma que as suas propostas incidam nos
planos, programas e políticas públicas nos seus
YJWWNYखWNTX
As principais propostas de ação são apresenta-
das a seguir:
desenho e incorporação de linhas de ação
e programas de agroecologia nos instru-
mentos de planejamento e ordenamento do
território (POT, PDM, PDEA, POMCA, entre
outros);
estudo e concepção de mecanismos para
o fortalecimento das instâncias de par-
ticipação na ordem territorial e nacional,
associadas com a agricultura camponesa
familiar e comunitária (ACFC) de base agro-
ecológica;
promoção da participação ativa das mulhe-
res rurais no planejamento e ordenamento
do território, a partir de seus saberes e práti-
cas em torno da agroecologia;
promoção de espaços para participação de
jovens rurais, orientados para a promoção
das práticas agroecológicas e de uso de
JSJWLNFXFQYJWSFYN[FX
51
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
2. Sistemas de qualidade, valor agregado
e mercados agroecológicos
•Promoção de circuitos curtos de comercialização.
•Geração de valor agregado e estabelecimento de
certificações de qualidade relevantes para a
produção agroecológica na Colômbia.
5. Agrobiodiversidade e resiliência perante os
efeitos das mudanças climáticas
• Adão de tecnologias agroecológicas.
Uso de energia renováveis.
Articulação entre gastronomia-biodiversidade.
• Caracterização e multiplicação de materiais de
sementes nativas e crioulas.
1.Tecnologias, sistemas e práticas
para a transição agroecológica
•Caracterização dos recursos genéticos.
•Adoção de sistemas e arranjos agroflorestal
e silvipastoril.
Transferência de tecnologias
agroecológicas.
•Difusão ou massificação das experiências
agroecológicas locais.
3. Serviços ecossistêmicos da agroecologia
Avaliação dos serviços ecossismicos oriundos da
agroecologia (fornecimento de alimentos sauveis, água,
fibras, qualidade do ar e serviços culturais e recreativos
como ecoturismo, etnoturismo, etc).
•Promoção de práticas agroecológicas em áreas de
importância ambiental onde é permitido o uso condicionado
da terra para atividades agrícolas.
•Pagamento ou incentivo para serviços ambientais derivados
da agroecologia.
7. Governança e participação
• Promoção de espaços de participação para
produtores agroecológicos nos territórios.
Participação ativa de mulheres e jovens rurais no
planejamento e gestão no uso da terra.
• Incorporação de linhas de ação e programas de
agroecologia nos instrumentosplanejamento e
gestão no uso da terra.
Sete linhas de pesquisa identificadas na agenda I+D+i em agroecologia para a Colômbia
Semeando Capacidades/ Cooperação Brasil- Colômbia-FAO
Agenda de investigão, desenvolvimento e inovação para agroecologia na Colômbia
6. Extensão, formação e assisncia cnica
para agroecologia
•Formação de extensionistas em manejo sustentável
na produção agropecuária.
•Promoção de cursos e semirios de agroecologia
no sistema educacional.
•Incentivo nos jovens multiplicadores em investi-
gação e inovação.
4. Sistemas de informação para agroecologia
Desenvolvimento de sistemas integrados de
informação em agroecologia.
•Uso de Tecnologias de Informação e Comunicação
(TIC), adapvel e compatíveis com às condições de
ruralidade na Colômbia.
2. Sistemas de qualidade, valor agregado
e mercados agroecológicos
•Promoção de circuitos curtos de comercialização.
•Geração de valor agregado e estabelecimento de
certificações de qualidade relevantes para a
produção agroecológica na Colômbia.
5. Agrobiodiversidade e resiliência perante os
efeitos das mudanças climáticas
• Adão de tecnologias agroecológicas.
Uso de energia renováveis.
Articulação entre gastronomia-biodiversidade.
• Caracterização e multiplicação de materiais de
sementes nativas e crioulas.
1.Tecnologias, sistemas e práticas
para a transição agroecológica
•Caracterização dos recursos genéticos.
•Adoção de sistemas e arranjos agroflorestal
e silvipastoril.
Transferência de tecnologias
agroecológicas.
•Difusão ou massificação das experiências
agroecológicas locais.
3. Serviços ecossistêmicos da agroecologia
Avaliação dos serviços ecossismicos oriundos da
agroecologia (fornecimento de alimentos sauveis, água,
fibras, qualidade do ar e serviços culturais e recreativos
como ecoturismo, etnoturismo, etc).
•Promoção de práticas agroecológicas em áreas de
importância ambiental onde é permitido o uso condicionado
da terra para atividades agrícolas.
•Pagamento ou incentivo para serviços ambientais derivados
da agroecologia.
7. Governança e participação
• Promoção de espaços de participação para
produtores agroecológicos nos territórios.
Participação ativa de mulheres e jovens rurais no
planejamento e gestão no uso da terra.
• Incorporação de linhas de ação e programas de
agroecologia nos instrumentosplanejamento e
gestão no uso da terra.
Sete linhas de pesquisa identificadas na agenda I+D+i em agroecologia para a Colômbia
Semeando Capacidades/ Cooperação Brasil- Colômbia-FAO
Agenda de investigão, desenvolvimento e inovação para agroecologia na Colômbia
6. Extensão, formação e assisncia cnica
para agroecologia
•Formação de extensionistas em manejo sustentável
na produção agropecuária.
•Promoção de cursos e semirios de agroecologia
no sistema educacional.
•Incentivo nos jovens multiplicadores em investi-
gação e inovação.
4. Sistemas de informação para agroecologia
Desenvolvimento de sistemas integrados de
informação em agroecologia.
•Uso de Tecnologias de Informação e Comunicação
(TIC), adapvel e compatíveis com às condições de
ruralidade na Colômbia.
Recomendações
A seguir, se apresentam elementos que con-
tribuem de maneira transversal no desenvolvi-
mento e implementação das linhas de pesquisa
em agroecologia e suas respectivas estratégias
IJFऋइT
De acordo com os objetivos do presente
documento, propõe-se que a Agenda I+D+i
em agroecologia contribua diretamente para
T XZGHFUऑYZQT  IJ FLWNHZQYZWF KFRNQNFW
IF 5*(9.&    JXUJHNܪHFRJSYJ
SFअWJFYJRअYNHF  5JXVZNXFJIJXJS[TQ[N-
mento tecnológico sobre novas práticas de
&LWNHZQYZWFXZXYJSYअ[JQ
A proposta de Agenda I+D+i em agroecolo-
gia incorporou na sua fase de formulação
uma abordagem participativa e territorial, re-
tomando os resultados de diversos cenários
na Colômbia, os quais foram realizados em
diferentes territórios e com a participação
IJRछQYNUQTXFYTWJX3JXXJXJSYNITYTWSFXJ
necessário que o desenvolvimento das lin-
has de pesquisa e estratégias de ação sejam
implementadas mantendo o caráter partici-
pativo e o diálogo de saberes entre atores
XTHNFNX
3TUWJXJSYJITHZRJSYTFFLWTJHTQTLNFYJR
sido abordada a partir da perspectiva da
pesquisa e como uma ferramenta multidi-
mensional para a inovação social, produtiva,
tecnológica, ambiental e pedagógica nos te-
WWNYखWNTX)JXYFKTWRFऍWJQJ[FSYJSFXZFKFXJ
de implementação desenvolver as linhas de
pesquisa partindo da sua multifuncionali-
dade (produção de alimentos saudáveis, ge-
ração de serviços ecossistêmicos, serviços
WJHWJFYN[TXJYHJFXZFRZQYNINRJSXNTSFQN-
dade (dimensão econômica, ambiental, so-
HNFQHZQYZWFQUTQऑYNHF
As linhas de pesquisa contempladas no pre-
sente documento e as respectivas estraté-
gias de ação promovem o diálogo entre dife-
rentes disciplinas, áreas temáticas e formas
de construção do conhecimento; de tal modo,
que atores como a academia, os processos
territoriais e os centros de pesquisa possam
articular ações que garantam a adoção da
abordagem dialógica e transdisciplinar nos
WJXUJHYN[TXJXYZITXJUJXVZNXFX
A proposta da Agenda I+D+i integra um enfo-
que intersetorial e é central para sua fase de
desenvolvimento gerar cenários de encontro
e articulação entre diferentes ministérios e
instituições para que desde suas atribuições
garantam uma implementação com um o-
QMFWNSYJLWFQJXNXYऎRNHT
53
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Tabela 9
Principais atores que poderiam estar envolvidos na gestão da Agenda I+D+i em agroecologia para a
Colômbia.
Atores envolvidos
Ministério da Agricultura e Desen-
volvimento Rural
Tecnologias,
sistemas e
práticas para
a transição
agroecológica
Linhas de pesquisas
Serviços
ecossistê-
micos da
agroecologia
Agro biodi-
versidade e
resiliência aos
efeitos das
mudanças
climáticas
Sistemas de
qualidade,
valor agregado
e mercados
agroecológi-
cos
Sistemas de
informação
para a AE
Extensão,
formação e
assistência
técnica para
a AE
Ministério da Ciência, Tecnologia e
Inovação
Prefeituras territoriais
Ministério do meio ambiente e
IJXJS[TQ[NRJSYTXZXYJSYअ[JQ
8*3&
Ministério da cultura
:SN[JWXNIFIJXUछGQNHFXJUWN[FIFX
Ministério da Educação
Ministério de tecnologia da infor-
RFऋइTJHTRZSNHFऋइT
Governanças
Ministério do Meio Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável
Organizações da sociedade civil
relacionadas à agroecologia
AGROSAVIA
+.3&,74
.SXYNYZYT(TQTRGNFSTFLWTUJHZअWNT
(ICA)
6 7
Governança e
participação
54
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Bibliografia
&HJ[JIT&^ 2FWYNSJ_ / A agricultura familiar na Colômbia. Estudos de caso a partir da
multifuncionalidade e sua contribuição à paz.'TLTYअ*INYTWFKZSITJINYTWNFQ:SN[JWXNIFIJ(TTUJ-
WFYN[FIF(TQगRGNF
&HJ[JIT&^/NRऍSJ_3&LWTJHTQTLNFExperiências comunitárias para a agricultura fami-
liar na Colômbia'TLTYअ(TWUTWFऋइT:SN[JWXNYअWNF2NSZYTIJ)JZX:3.2.3:94:SN[JWXNIFIJIT
7TXअWNT
&QYNJWN2&LWTJHTQTLNFGFXJXHNJSYऑܪHFXUFWFZRFFLWNHZQYZWFXZXYJSYअ[JQ2TSYJ[NIऍZ*IN-
YTWF3TWIFSHTRZSNIFIJ
&QYNJWN2^7TXXJY5Agroecologia, Ciência e Política. La Paz..HFWNF*INYTWNFQ8&
࣪Q[FWJ_15TQFSHT)^7ऑTX17JܫJ]घJXXTGWJTXFXUJHYTXJUNXYJRTQखLNHTXIF&LWTJHT-
logia.(FIJWSTXIJ)JXJS[TQ[NRJSYT7ZWFQ
&WRJSNT(&WJHTSXYWZऋइTJHTQखLNHFIFFLWNHZQYZWF8इT5FZQT'WFXNQ1N[WFWNFJJINYTWFFLWT-
JHTQखLNHF
'JYFWQFSܫ^1 Teoria geral dos sistemas. Fundamentos, desenvolvimentos, aplicações. Mé-
]NHT+ZSITIJ(ZQYZWF*HTSगRNHF
(MFGTZXXTZ+Teoria da trofobiose'WFXNQ+ZSIFऋइT,&.&
(TQQFIT & ,FQQFW ) ^ (FSITS /  Agroecologia política: A transição social para sistemas
agroalimentares sustentáveis. (खWITGF *XUFSMF 7J[NXYF (WऑYNHF IJ *HTSTRNF :SN[JWXNIFIJ IJ
(खWITGF
+&47JܫJ]घJXXTGWJTXNXYJRFFQNRJSYFWJUJWXUJHYN[FXUFWFFQHFSऋFWXZFXZXYJSYFGNQNIFIJ
na América Latina e no Caribe.8FSYNFLTIT(MNQJ
+&4Transformar os sistemas alimentares para atingir os ODS8FSYNFLTIT(MNQJ
+&44WLFSN_FऋइTIFX3FऋघJX:SNIFXUFWFF&QNRJSYFऋइTJ&LWNHZQYZWFO trabalho da FAO
sobre a agroecologia. Uma via para a realização dos ODS. (disponível em: http://www.fao.org/3/
i9021es/i9021es.pdf).
+QTWJX (^8FWFSIखS8 &LWTJHTQTLNF 'FXJX YJखWNHFX UFWF T IJXJSMT J RFSJOT IJ &LWT-
ecossistemas sustentáveis.'ZJSTX&NWJX*INYTWNFQIF:SN[JWXNIFIJ3FHNTSFQIJ1F5QFYF
+WFSHNX(1NJGQJNS,,QNJXXRFS8'WJQFSI9(WJFRJW3-FW\TTI7. . . et-al. 2003. Agro-
ecology: the ecology of food systems. Journal of Sustainable Agriculture, 22:3, 99, 118./TZWSFQTK
8ZXYFNSFGQJ&LWNHZQYZWJ
55
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
,QNJXXRFS8Agroecology: ecological processes in sustainable agriculture'THF7FYTS
,QNJXXRFS8Agroecology: the Ecology of Sustainable Food Systems.'THF7FYखSSIJIN-
YNTS+1:8&(7(5WJXX9F^QTW+WFSHNX,WTZU
,QNJXXRFS 8  Agroecology. The Ecology of Sustainable Food Systems. 9MNWI JINYNTS (7(
5WJXX
,ZYNऍWWWJ_(JINQQT/&LZNQJWF,खRJ_1^,TS_अQJ_*XVZN[JQ(&LWTJHTQTLNFJ8ZXYJSYFGN-
QNIFIJJornal de Ciências Sociais Convergência,
-JHMY8*[TQZऋइTITUJSXFRJSYTFLWTJHTQखLNHTPrograma de Educação a Distância. Centro
de Pesquisa e Desenvolvimento
-15*,WZUTIJFQYTSN[JQIJJ]UJWYTXJSXJLZWNIFIFQNRJSYFWNF^SZYWNHNखSDesarrollo agrícola
XTXYJSNGQJUFWFQFXJLZWNIFIFQNRJSYFWNF^QFSZYWNHNखS7TRF
-15*,WZUTIJ&QYT3ऑ[JQIJJXUJHNFQNXYFXJRXJLZWFSऋFFQNRJSYFW JSZYWNऋइT Desarrollo
FLWऑHTQFXTXYJSNGQJUFWFQFXJLZWNIFIFQNRJSYFWNF^QFSZYWNHNखS7TRF
-15*,WZUTIJJXUJHNFQNXYFXIJFQYTSऑ[JQJRXJLZWFSऋFFQNRJSYFWJSZYWNऋइTAbordagens
FLWTJHTQखLNHFXJTZYWFXFGTWIFLJSXNST[FITWFXUFWFFXZXYJSYFGNQNIFIJIFFLWNHZQYZWFJITXXNX-
YJRFXFQNRJSYFWJXVZJRJQMTWFRFXJLZWFSऋFFQNRJSYFWJFSZYWNऋइT7JQFYखWNT
7TRF.5*8+TTI. Romper com os sistemas agrários e alimentares industriais: sete experiên-
HNFXIJYWFSXNऋइTFLWTJHTQखLNHF
2&)72NSNXYऍWNT IF&LWNHZQYZWF J)JXJS[TQ[NRJSYT 7ZWFQIF(TQगRGNF  7JXTQZऋइT  IJ
2017. Bogotá.
2JONF2Testamento agrícola, contribuição para a agricultura alternativa popular, citado em
7ZRTFZRFMNXYखWNFIFFLWTJHTQTLNFSF(TQगRGNF(FQN(TQगRGNF
2NSNXYऍWNTIF&LWNHZQYZWFJ)JXJS[TQ[NRJSYT7ZWFQ1J^
5WNRF[JXN&2FSJOTJHTQखLNHTITXTQT7NT,WFSIJIT8ZQ'WFXNQ*Q&YJSJT
7N[JWF1(TSYWNGZNऋइTIFFLWTJHTQTLNFSFHTSXYWZऋइTIFYJWWNYTWNFQNIFIJHFRUTSJXFSTXRZ-
SNHऑUNTXIJ+ZXFLFXZLअ5FXHFJ9NGFHZ^.GFLZऍ(TQगRGNF:SN[JWXNIFIJIJ9TQNRF
7ZN_7TXFIT4Agroecologia, uma disciplina que tende para a transdisciplina(FWFHFX&X-
XTHNFऋइT.SYJWHNऎSHNF
9NYYTSJQQ5&XYWFSXNऋघJXFLWTJHTQखLNHFXRछQYNUQFXJXHFQFXSऑ[JNXJIJXFܪTX7J[NXYFIF+F-
56
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
HZQIFIJIJ(NऎSHNFX&LWऑHTQFX:3(:>4
9TQJIT;^'FWWJWF'FXXTQX3&RJRखWNFGNTHZQYZWFQ&NRUTWYआSHNFJHTQखLNHFIFXXFGJIT-
rias tradicionais.'FWHJQTSF.HFWNF
<J_JQ&'JQQTS89MNJWW^)+WFSHNX)^;FQQTI)Agroecology as a science, a movement
and a practice..37&8UWNSLJW;JWQFL
57
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Lista de Figuras
1NXYFIJLWअܪHTX
+NLZWF+FXJXRJYTITQखLNHFXSFHTSXYWZऋइTIF&LJSIFIJ5JXVZNXF
Desenvolvimento e Inovação para a agroecologia
+NLZWF*[TQZऋइTSTIJXJS[TQ[NRJSYTHTSHJNYZFQIFFLWTJHTQTLNF
+NLZWF.SYJWWJQFऋघJXJNSYJWFऋघJXJSYWJTXJQJRJSYTX
+NLZWF2JYTITQTLNFNRUQJRJSYFIFSTRFUJFRJSYTIJUWTHJXXTXFLWTJHTQखLNHTX
+NLZWF3Z[JRIJUFQF[WFXQNSMFXIJUJXVZNXFJRFLWTJHTQTLNF
+NLZWF(FIJNFXFLWTUJHZअWNFXHTRIJRFSIFXIJ.)NWJQFHNTSFIFXHTR
FLWTJHTQTLNF
+NLZWF1NSMFXIJUJXVZNXF&LJSIFIJ.)NJRFLWTJHTQTLNF
,WअܪHT&LJSYJXWJQFHNTSFITXHTRFUJXVZNXFJRFLWTJHTQTLNFSF(TQगRGNF
,WअܪHT)NXYWNGZNऋइTUJWHJSYZFQITXUWTHJXXTXVZJIJXJRUJSMFRKZSऋघJXIJ
pesquisa UTWIJUFWYFRJSYT
,WअܪHT1THFQN_FऋइTLJTLWअܪHFIJLWZUTXJXJRJSYJNWFXIJUJXVZNXFJRFLWTJHTQTLNF
,WअܪHT3छRJWTIJUZGQNHFऋघJXHTSYJSITFUFQF[WF&LWTJHTQTL^UTWUFऑX
,WअܪHT3छRJWTIJITHZRJSYTXUZGQNHFITXUTWFSTHTRFXUFQF[WFX&LWTJHTQTL^FSI
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Colômbia
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13
27
41
39
46
32
19
42
39
47
23
34
30
38
44
40
37
43
48
45
58
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO
Lista de tabelas
Lista de anexos
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relacionadas à agroecologia (AGROSAVIA)
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em agroecologia (FAOCO)
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Pesquisa, Desenvolvimento e inovação relacionadas à agroecologia
14
21
30
23
25
33
35
53
28
59
SEMEANDO CAPACIDADES / COOPERAÇÃO BRASIL- COLÔMBIA- FAO